HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2020
Paciente está internado com sepse de foco urinário e apresenta a gasometria arterial mostra pH 7.24; PaCO2=24mmHg; bicarbonato=11mEq/l; sódio=132mEq/l; cloro=100mEq/l. O distúrbio gasométrico identificado é:
pH ↓, HCO3 ↓, PaCO2 ↓ (compensação) → Acidose Metabólica.
A acidose metabólica é caracterizada por pH baixo e bicarbonato baixo. A PaCO2 também estará baixa devido à compensação respiratória, onde o paciente hiperventila para eliminar CO2 e tentar elevar o pH.
A interpretação da gasometria arterial é uma habilidade fundamental para médicos residentes, permitindo o rápido diagnóstico e manejo de distúrbios ácido-base. A acidose metabólica é um dos distúrbios mais comuns, frequentemente associada a condições graves como sepse, cetoacidose diabética e insuficiência renal, sendo crucial sua identificação precoce para guiar a terapêutica. Fisiologicamente, a acidose metabólica ocorre quando há um acúmulo de ácidos não voláteis ou uma perda excessiva de bicarbonato. O corpo tenta compensar essa acidose através da hiperventilação, diminuindo a PaCO2 para reduzir a carga ácida. A análise dos valores de pH, bicarbonato e PaCO2, juntamente com o cálculo do ânion gap, é essencial para determinar a causa subjacente e iniciar o tratamento adequado. O tratamento da acidose metabólica foca na correção da causa base, como o controle da sepse ou da cetoacidose. Em casos selecionados de acidose grave, a administração de bicarbonato pode ser considerada, embora seu uso seja controverso e deva ser avaliado cuidadosamente, pois pode ter efeitos adversos. O monitoramento contínuo da gasometria é vital para avaliar a resposta ao tratamento.
Os principais parâmetros são pH baixo (<7.35), bicarbonato baixo (<22 mEq/L) e PaCO2 baixa (<35 mmHg) devido à compensação respiratória.
Na acidose metabólica, o problema primário é a queda do bicarbonato, enquanto na acidose respiratória, é o aumento da PaCO2. O pH estará baixo em ambos, mas a compensação será diferente.
O ânion gap ajuda a determinar a etiologia da acidose metabólica, classificando-a em alto ânion gap (ex: cetoacidose, insuficiência renal) ou ânion gap normal (ex: diarreia, acidose tubular renal).
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