HVC - Hospital Vera Cruz (SP) — Prova 2025
Analise a gasometria arterial, que pode ser vista na tabela a seguir, e assinale a alternativa que contém o caso clínico compatível com as alterações encontradas na gasometria.
Acidose metabólica + ânion gap ↑ + taquipneia → compensação respiratória.
A acidose metabólica com ânion gap elevado sugere intoxicações (metanol, etilenoglicol), cetoacidose ou insuficiência renal. A taquipneia é a resposta compensatória do sistema respiratório para eliminar CO2 e tentar elevar o pH.
A interpretação da gasometria arterial é uma habilidade fundamental para médicos residentes, permitindo o diagnóstico e manejo de distúrbios ácido-base. A acidose metabólica, caracterizada por pH baixo e bicarbonato baixo, é um distúrbio comum que pode ser causado por diversas condições, desde sepse e cetoacidose até intoxicações. A avaliação do ânion gap é o passo crucial para diferenciar as causas da acidose metabólica. Um ânion gap elevado indica a presença de ácidos não medidos no plasma, como lactato, cetoácidos ou toxinas (ex: metanol, etilenoglicol). A taquipneia observada em pacientes com acidose metabólica é uma resposta compensatória do sistema respiratório para reduzir a PaCO2 e tentar elevar o pH. O manejo da acidose metabólica envolve o tratamento da causa subjacente. Em casos de intoxicações, medidas específicas como antídotos (ex: fomepizol para metanol/etilenoglicol) ou hemodiálise podem ser necessárias. É vital monitorar de perto os eletrólitos e o estado ácido-base para guiar a terapia e prevenir complicações graves.
Os sinais de acidose metabólica grave incluem taquipneia (respiração de Kussmaul), confusão mental, letargia, náuseas, vômitos e, em casos extremos, choque e coma. A gravidade dos sintomas correlaciona-se com a queda do pH.
O ânion gap é calculado por [Na+] - ([Cl-] + [HCO3-]). Um ânion gap elevado (>12 mEq/L) sugere acúmulo de ácidos não medidos, como em cetoacidose, acidose lática ou intoxicações. Um ânion gap normal (hiperclorêmica) é comum em perdas de bicarbonato, como diarreia ou acidose tubular renal.
A compensação respiratória é crucial para tentar normalizar o pH. O centro respiratório é estimulado pela acidose, aumentando a frequência e profundidade da respiração (taquipneia) para eliminar CO2, um ácido volátil, e assim elevar o pH.
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