Choque Séptico Pediátrico: Acidose e Lactato Elevado

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2020

Enunciado

Criança de 3 meses, com história de febre alta, tosse e desconforto respiratório há 2 dias, dá entrada na sala de emergência apresentando-se torporosa, taquidispneica (frequência respiratória de 70 ipm, com tiragens), taquicárdica (frequência cardíaca de 150 bpm), com má perfusão periférica e pulsos finos. Ausculta pulmonar com diminuição de murmúrios em base direita. De acordo com a suspeita diagnóstica, espera-se encontrar

Alternativas

  1. A) acidose e lactato sérico aumentado.
  2. B) acidose e lactato sérico diminuído.
  3. C) alcalose e lactato sérico aumentado.
  4. D) alcalose e lactato sérico diminuído.
  5. E) distúrbio misto e lactato sérico aumentado.

Pérola Clínica

Choque séptico → Hipoperfusão tecidual → Metabolismo anaeróbio → ↑ Lactato sérico e Acidose metabólica.

Resumo-Chave

Em um quadro de choque séptico em crianças, a má perfusão periférica e a hipóxia tecidual levam ao metabolismo anaeróbio. Este processo resulta na produção excessiva de ácido lático, causando acidose metabólica e elevação do lactato sérico, que é um importante marcador de gravidade e resposta ao tratamento.

Contexto Educacional

O choque séptico em crianças é uma emergência médica grave, caracterizada por uma resposta inflamatória sistêmica desregulada a uma infecção, levando à disfunção orgânica e hipoperfusão tecidual. A rápida identificação e manejo são cruciais para a sobrevida. O quadro clínico se manifesta com sinais de má perfusão, como taquicardia, taquipneia, pulsos finos, tempo de enchimento capilar prolongado e alteração do estado de consciência. A fisiopatologia do choque séptico envolve a disfunção microvascular e a hipóxia celular, que forçam as células a mudar para o metabolismo anaeróbio. Este processo resulta na produção excessiva de ácido lático, levando ao aumento do lactato sérico e ao desenvolvimento de acidose metabólica. O lactato sérico é um marcador sensível de hipoperfusão e um indicador prognóstico importante, sendo sua depuração um alvo terapêutico no manejo do choque. A taquidispneia observada é uma tentativa do corpo de compensar a acidose metabólica, eliminando CO2. Para residentes, é fundamental reconhecer precocemente os sinais de choque séptico e entender os distúrbios metabólicos associados. A avaliação do lactato sérico e dos gases arteriais é essencial para guiar a ressuscitação volêmica, o uso de vasopressores e a otimização da oxigenação e ventilação, visando reverter a hipoperfusão e a acidose, melhorando assim o prognóstico do paciente pediátrico.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais clínicos de choque séptico em crianças?

Os sinais incluem taquicardia, taquipneia, má perfusão periférica (tempo de enchimento capilar prolongado, pulsos finos), hipotensão (sinal tardio), alteração do estado mental (torpor, irritabilidade) e oligúria. A febre ou hipotermia também podem estar presentes.

Por que o lactato sérico aumenta no choque séptico?

O aumento do lactato sérico ocorre devido à hipoperfusão tecidual e à disfunção mitocondrial, que levam ao metabolismo anaeróbio. Na ausência de oxigênio suficiente, as células produzem lactato como subproduto, resultando em acidose lática.

Como a taquidispneia se relaciona com a acidose no choque séptico?

A taquidispneia é um mecanismo compensatório respiratório para a acidose metabólica. O organismo tenta eliminar o excesso de CO2 (um ácido volátil) através do aumento da frequência e profundidade da respiração, a fim de elevar o pH sanguíneo e corrigir a acidose.

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