Acidose Metabólica Hiperclorêmica com Anion Gap Normal

Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - Campus Sorocaba — Prova 2021

Enunciado

João, 27 anos, sofreu traumatismo medular por acidente de moto há 7 anos, sendo mantido com sondagem vesical intermitente desde então e, por esta razão, apresenta infecções urinárias de repetição. Foi internado com queixa de urina turva, estando desidratado e taquipneico. Foram solicitados os seguintes exames: Urina tipo I com pH 7,0; densidade=1,010; proteínas–traços; glicose +; Leucócitos 800.000/ml; hemácias=54.000/ml, sem dismorfismo. Gasometria arterial: pH=7,12; pCO₂ =22mmHg; pO₂ =100mmHg; HCO₃=10mEq/L; SO₂ =100%; creatinina= 2,3mg/dl; ureia = 59mg/ dL; potássio= 4,4mEq/L; Na= 136mEq/l; Cl=116mEq/l e glicemia=88 mg/dl. Com relação ao distúrbio ácido-básico é CORRETO afirmar que trata-se de:

Alternativas

  1. A) Acidose metabólica hiperclorêmica com anion gap elevado, provavelmente secundária ao déficit de função renal (retenção de H⁺).
  2. B) Acidose metabólica hiperclorêmica com anion gap normal, provavelmente secundária à lesão tubular proximal
  3. C) Acidose metabólica normoclorêmica e com anion gap elevado, sugerindo acidose tubular distal do tipo 1.
  4. D) Acidose mista por perda de bicarbonato e tendo pCO₂ acima do valor esperado para os níveis de bicarbonato (retenção de CO₂).

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