UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2022
Pode-se afirmar que são causas de acidose metabólica, com ânion gap aumentado:
MUDPILES: mnemônica para causas de acidose metabólica com ânion gap aumentado.
A mnemônica MUDPILES é essencial para lembrar as principais causas de acidose metabólica com ânion gap aumentado, que incluem cetoacidose (diabética, alcoólica), acidose láctica e intoxicações (salicilato, metanol, etileno glicol), condições que exigem investigação e tratamento urgentes.
A acidose metabólica é um distúrbio do equilíbrio ácido-base caracterizado por uma redução primária do bicarbonato sérico e do pH. A avaliação do ânion gap (AG = Na+ - (Cl- + HCO3-)) é crucial para diferenciar suas causas. Um ânion gap aumentado (>12 mEq/L) sugere a presença de ácidos não mensuráveis no plasma. A fisiopatologia do ânion gap aumentado ocorre quando há acúmulo de ácidos orgânicos ou inorgânicos que não são cloreto, como lactato, cetoácidos, fosfatos, sulfatos ou metabólitos de toxinas. Esses ácidos se dissociam, liberando H+ que é tamponado pelo bicarbonato, e o ânion restante (não mensurável) aumenta o ânion gap. As principais causas de acidose metabólica com ânion gap aumentado podem ser lembradas pela mnemônica MUDPILES: Metanol, Uremia, Cetoacidose Diabética (e alcoólica), Paraldeído/Propilenoglicol, Intoxicação por Ferro/Isoniazida, Acidose Láctica, Etileno Glicol e Salicilatos. O reconhecimento rápido dessas causas é vital para o tratamento adequado, pois muitas delas são emergências médicas.
Um ânion gap aumentado indica a presença de ácidos não mensuráveis no plasma, como lactato, cetoácidos ou toxinas, que consomem bicarbonato e aumentam a diferença entre cátions e ânions mensuráveis.
As principais causas são cetoacidose diabética (CAD), cetoacidose alcoólica e cetoacidose por jejum prolongado, todas caracterizadas pelo acúmulo de cetoácidos (beta-hidroxibutirato, acetoacetato).
A acidose láctica é diagnosticada pela elevação do lactato sérico. Pode ser tipo A (hipóxia tecidual, como em choque) ou tipo B (sem hipóxia, como em sepse, insuficiência hepática, certas drogas ou malignidades).
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