Acidose Lática por Metformina: Fisiopatologia e Risco
HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2020
Enunciado
Paciente feminina, 60 anos, Diabetes Mellitus tipo 2 em uso de Meftormina e Glicazida foi submetida e preparo para colonoscopia que se realizaria no dia do atendimento. Chega ao pronto socorro confusa e taquipnéica. Encontra-se hemodinamicamente estável e sem sinais de má perfusão periférica apesar de apresentar-se com sinais clínicos de depleção do espaço extra-celular. Os principais achados laboratoriais são os seguintes: pH7,1; Bicarbonato 6 mEq/L; PCO2 18 mmHg; Creat 2,5 mg/dl; Ur 100 mg/dl; Lactato 9 mmol/L (valor referencia até 1,6 mmol/L); Sobre o quadro clínico assinale a melhor alternativa:
Alternativas
A) A metformina pode provocar acidose lática através da inibição da cadeia respiratória mitocondrial. Trata-se de acidose lática tipo 2 (não relacionada a hipoperfusão tecidual e é mais comumente desencadeada por insuficiência renal, sepse, depleção do espaço extracelular e medicamentos ou álcool.
B) A metformina pode provocar acidose lática através da inibição da cadeia respiratória mitocondrial. Trata-se de acidose lática tipo 2 (não relacionada a hipoperfusão tecidual. O mecanismo é idiossincrático por reação de hipersensibilidade humoral ao medicamento (IgE).
C) O manitol utilizado no preparo para colonoscopia pode ser absorvido e convertido em ácido lático pelo fígado. Trata-se de acidose lática tipo 2 (não relacionada a hipoperfusão tecidual.
D) A metformina pode provocar acidose lática apenas em situações de hipoperfusão tecidual (tipo 1. Não há, portanto relação com dose ou depuração renal da creatinina.
E) A metformina não esta contraindicada na doença renal avançada.
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