SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025
Um paciente de 65 anos de idade com diabetes mellitus tipo 2 hà 15 anos, hipertenso e com histórico de (nefropatia diabética, foi admitido no hospital por confusão mental e astenia. Faz uso de metformina e enalapril. Ao exame físico, apresenta A = 110 mmHg X 70 mmHg, FC = 92 bpm, dot FR - 20 irpm, SatQ2 95%. Exames laboratoriais mostraram creatinina 4,5 mg/dl. (basal 2,0 mg/dL.), urcia 120 mg/dl, glicemia capilar 145 mg/dL, bicarbonato 15 mEq/L e potássio 6.2 mEq/1.\n\nQual é o mecanismo fisiopatológico da acidose lática por metformina?
Metformina + Insuficiência Renal → Inibição da neoglicogênese hepática → Acúmulo de lactato.
A metformina inibe a gliconeogênese hepática ao bloquear a piruvato carboxilase. Em situações de hipóxia ou falha renal, o lactato não é convertido em glicose, resultando em acidose.
A acidose lática associada à metformina (MALA) é uma complicação rara, mas com alta mortalidade. A metformina atua aumentando a sensibilidade à insulina e reduzindo a produção hepática de glicose. No entanto, ela altera o metabolismo oxidativo celular.\n\nEm pacientes com função renal preservada, o risco é mínimo. Contudo, em vigência de Insuficiência Renal Aguda (como no caso clínico apresentado, onde a creatinina subiu de 2,0 para 4,5), a droga atinge níveis tóxicos. O acúmulo inibe a via de Cori, impedindo que o lactato produzido perifericamente seja reciclado pelo fígado.
A metformina inibe o complexo I da cadeia respiratória mitocondrial e a enzima piruvato carboxilase no fígado. Isso bloqueia a conversão de lactato e piruvato em glicose (neoglicogênese). Em condições normais, o rim excreta a metformina, mas na insuficiência renal, o fármaco se acumula, exacerbando esse bloqueio metabólico.
Os principais fatores são a insuficiência renal (TFG < 30 mL/min), insuficiência cardíaca descompensada, sepse, desidratação grave e uso de contrastes iodados. Todas essas condições reduzem a perfusão tecidual ou o clearance renal da droga.
O tratamento de suporte é fundamental, mas em casos graves com instabilidade hemodinâmica ou pH muito baixo, a hemodiálise é o tratamento de escolha, pois remove tanto o lactato quanto a metformina circulante.
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