Acidose Lática por Metformina: Fisiopatologia e Riscos

SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025

Enunciado

Um paciente de 65 anos de idade com diabetes mellitus tipo 2 hà 15 anos, hipertenso e com histórico de (nefropatia diabética, foi admitido no hospital por confusão mental e astenia. Faz uso de metformina e enalapril. Ao exame físico, apresenta A = 110 mmHg X 70 mmHg, FC = 92 bpm, dot FR - 20 irpm, SatQ2 95%. Exames laboratoriais mostraram creatinina 4,5 mg/dl. (basal 2,0 mg/dL.), urcia 120 mg/dl, glicemia capilar 145 mg/dL, bicarbonato 15 mEq/L e potássio 6.2 mEq/1.\n\nQual é o mecanismo fisiopatológico da acidose lática por metformina?

Alternativas

  1. A) Aumento do metabolismo anaeróbico muscular.
  2. B) Supressão da insulina com aumento de ácidos graxos livres.
  3. C) Inibição da neoglicogênese hepática e acúmulo de lactato.
  4. D) Ativação excessiva do ciclo de Krebe. Atenção: Caso clínico para responder às questões 69 a 71. Um paciente de 55 anos de idade, hipertenso e diabético, foi admitido no pronto-socorro com queixa de fraqueza oligúria (volume urinário de 300 mL/24h), nos últimos três dias. Faz uso de enalapril e metformina. Refere quadro gripal recente com febre baixa e inapetência. Ao exame físico apresenta PA 92 mmHg X 60 mmHg. FC 110 bpm, FR 18 jfpm, SatO2 De Exames laboratoriais mostraram creatinina 42/mg/dl basal (1.0 mg/dl). ureia 150 rog/dL sódio 118 mEq 1. e potássio 5.5 mEq/L.

Pérola Clínica

Metformina + Insuficiência Renal → Inibição da neoglicogênese hepática → Acúmulo de lactato.

Resumo-Chave

A metformina inibe a gliconeogênese hepática ao bloquear a piruvato carboxilase. Em situações de hipóxia ou falha renal, o lactato não é convertido em glicose, resultando em acidose.

Contexto Educacional

A acidose lática associada à metformina (MALA) é uma complicação rara, mas com alta mortalidade. A metformina atua aumentando a sensibilidade à insulina e reduzindo a produção hepática de glicose. No entanto, ela altera o metabolismo oxidativo celular.\n\nEm pacientes com função renal preservada, o risco é mínimo. Contudo, em vigência de Insuficiência Renal Aguda (como no caso clínico apresentado, onde a creatinina subiu de 2,0 para 4,5), a droga atinge níveis tóxicos. O acúmulo inibe a via de Cori, impedindo que o lactato produzido perifericamente seja reciclado pelo fígado.

Perguntas Frequentes

Como a metformina causa acúmulo de lactato?

A metformina inibe o complexo I da cadeia respiratória mitocondrial e a enzima piruvato carboxilase no fígado. Isso bloqueia a conversão de lactato e piruvato em glicose (neoglicogênese). Em condições normais, o rim excreta a metformina, mas na insuficiência renal, o fármaco se acumula, exacerbando esse bloqueio metabólico.

Quais os fatores de risco para acidose lática por metformina?

Os principais fatores são a insuficiência renal (TFG < 30 mL/min), insuficiência cardíaca descompensada, sepse, desidratação grave e uso de contrastes iodados. Todas essas condições reduzem a perfusão tecidual ou o clearance renal da droga.

Qual o tratamento para a acidose lática grave por metformina?

O tratamento de suporte é fundamental, mas em casos graves com instabilidade hemodinâmica ou pH muito baixo, a hemodiálise é o tratamento de escolha, pois remove tanto o lactato quanto a metformina circulante.

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