IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2024
"O Ácido Tranexâmico é um análogo de lisina sintético que inibe competitivamente a ativação do plasminogênio em plasmina. Esta medicação ganhou maior visibilidade apóssua liberação para o uso no contexto de trauma, conforme as recomendações do Suporte Avançado de Vida no Trauma (ATLS)."Recomenda-se que o intervalo entre o trauma e o início do ácido tranexâmico seja de até
TXA no trauma → Iniciar em até 3h; após esse período, o risco de mortalidade aumenta.
O ácido tranexâmico reduz a mortalidade por sangramento no trauma ao inibir a fibrinólise. Sua eficácia é tempo-dependente, devendo ser administrado o mais precocemente possível.
O uso do ácido tranexâmico (TXA) revolucionou o manejo do choque hemorrágico no trauma grave. Baseado nas evidências robustas do ensaio clínico CRASH-2, o TXA demonstrou reduzir significativamente a mortalidade por sangramento sem aumentar o risco de eventos tromboembólicos fatais, desde que administrado precocemente. A fisiopatologia do trauma envolve uma ativação exacerbada da fibrinólise logo após a lesão tecidual e o choque, o que consome fatores de coagulação e agrava a hemorragia ativa. O TXA atua estabilizando os coágulos já formados, impedindo sua lise prematura. O ATLS (10ª edição) enfatiza que a administração deve ocorrer preferencialmente no ambiente pré-hospitalar ou imediatamente na chegada ao hospital para pacientes com sinais de choque ou risco de hemorragia grave. A janela de 3 horas é o divisor de águas clínico: após esse período, a evolução da resposta inflamatória sistêmica e as alterações dinâmicas na cascata de coagulação tornam o uso do antifibrinolítico potencialmente prejudicial, não sendo mais recomendado para o controle de hemorragia aguda no trauma.
Conforme o protocolo derivado do estudo CRASH-2 e adotado pela 10ª edição do ATLS, a dose inicial é de 1g por via intravenosa (administrado em bolus lento de 10 minutos), seguida de uma infusão de manutenção de mais 1g ao longo das 8 horas subsequentes.
Análises do estudo CRASH-2 demonstraram que o benefício de sobrevida é máximo quando o TXA é administrado na primeira hora. Entre 1 e 3 horas, o benefício persiste, mas é reduzido. Após 3 horas, o risco de morte por sangramento ou complicações vasculares pode ser maior no grupo que recebe a droga, possivelmente devido a alterações na cascata de coagulação e resposta inflamatória.
O ácido tranexâmico é um análogo sintético do aminoácido lisina que se liga competitivamente aos sítios de ligação de lisina nas moléculas de plasminogênio. Isso impede a ativação do plasminogênio em plasmina, inibindo assim a degradação da fibrina (fibrinólise) e promovendo a estabilização do coágulo sanguíneo já formado.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo