Ácido Tranexâmico no Trauma: Dose e Tempo de Administração

SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2024

Enunciado

Nos pacientes politraumatizados com sinais de hemorragia ativa, sugere-se a administração de ácido tranexâmico (TXA). O Transamin® é um agente antifibrinolítico que reduz a mortalidade, em injúrias relacionadas ao sangramento, quando for administrado nas primeiras

Alternativas

  1. A) quatro horas, na dose de 750 mg.
  2. B) três horas, na dose de 1 g.
  3. C) três horas, na dose de 750 mg.
  4. D) quatro horas, na dose de 1 g.
  5. E) três horas, na dose de 500 mg.

Pérola Clínica

TXA no trauma → administrar < 3h do evento, dose 1g (ataque) + 1g (8h).

Resumo-Chave

O ácido tranexâmico (TXA) deve ser administrado o mais precocemente possível em pacientes com sangramento significativo, preferencialmente na primeira hora e obrigatoriamente até 3 horas após a lesão.

Contexto Educacional

O ácido tranexâmico é um análogo sintético da lisina que atua como antifibrinolítico ao bloquear competitivamente os sítios de ligação da lisina no plasminogênio. No contexto do trauma, a ativação excessiva da fibrinólise contribui para a coagulopatia induzida pelo trauma (TIC), exacerbando o sangramento e piorando o prognóstico. O estudo CRASH-2 foi o marco que validou o uso do TXA, mostrando redução significativa na mortalidade global. A prática clínica moderna integra o TXA nos protocolos de ressuscitação balanceada e controle de danos. Além da dose inicial de 1g, a continuidade do tratamento com a infusão de manutenção garante a estabilização do coágulo durante a fase crítica de recuperação. É um dos poucos medicamentos com nível de evidência 1A para redução de mortalidade no trauma hemorrágico, sendo custo-efetivo e de fácil administração em ambientes pré-hospitalares e hospitalares.

Perguntas Frequentes

Qual a dose recomendada de TXA no trauma?

De acordo com o estudo CRASH-2, a dose recomendada é de 1g de ataque administrado por via intravenosa em 10 minutos, seguido por uma infusão de manutenção de 1g ao longo de 8 horas. É fundamental que a primeira dose seja administrada o mais rápido possível após o trauma, idealmente dentro da 'hora de ouro', para maximizar a eficácia na inibição da fibrinólise e redução da mortalidade relacionada ao sangramento.

Por que o TXA não deve ser dado após 3 horas?

Evidências do estudo CRASH-2 demonstraram que a administração de ácido tranexâmico após 3 horas do evento traumático não apenas perde seu benefício de redução de mortalidade, mas pode estar associada a um aumento do risco de morte por causas vasculares e eventos trombóticos. A fisiopatologia da coagulopatia do trauma muda ao longo do tempo, e a fibrinólise tardia pode não ser o mecanismo predominante após esse período.

Quais são as indicações para o uso de TXA no politrauma?

O TXA é indicado para pacientes adultos politraumatizados que apresentam hemorragia significativa (pressão arterial sistólica < 90 mmHg, frequência cardíaca > 110 bpm) ou que estão em risco iminente de choque hemorrágico. O julgamento clínico precoce é essencial, e a administração não deve ser retardada por exames laboratoriais se os sinais clínicos de hipovolemia e sangramento ativo estiverem presentes.

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