Ácido Tranexâmico no Trauma: Redução da Mortalidade em Choque

HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2020

Enunciado

A droga anti-fibrinolítica que tem comprovação de redução na mortalidade dos doentes politraumatizados em choques hemorrágicos é:

Alternativas

  1. A) Fitomenadiona.
  2. B) Succinilcolina.
  3. C) Ácido tranexâmico.
  4. D) Rivaroxabana.

Pérola Clínica

Ácido tranexâmico ↓ mortalidade em politraumatizados com choque hemorrágico se administrado precocemente.

Resumo-Chave

O ácido tranexâmico é um agente antifibrinolítico que inibe a degradação do coágulo. Estudos como o CRASH-2 demonstraram que sua administração precoce (nas primeiras 3 horas) em pacientes politraumatizados com sangramento significativo ou risco de sangramento reduz a mortalidade, especialmente a mortalidade por hemorragia.

Contexto Educacional

O politraumatizado com choque hemorrágico representa um dos maiores desafios na medicina de emergência, sendo a hemorragia a principal causa de morte evitável no trauma. A coagulopatia induzida por trauma é um fenômeno complexo que contribui significativamente para a morbimortalidade, caracterizada por hiperfibrinólise precoce, disfunção plaquetária e consumo de fatores de coagulação. O manejo eficaz exige controle rápido da fonte de sangramento, reanimação volêmica balanceada e correção da coagulopatia. Nesse contexto, o ácido tranexâmico (ATX) emergiu como uma intervenção farmacológica crucial. O ATX é um agente antifibrinolítico que atua inibindo a ligação da plasmina ao fibrinogênio e à fibrina, prevenindo a lise do coágulo e, consequentemente, reduzindo o sangramento. Sua eficácia foi comprovada pelo estudo CRASH-2, um grande ensaio clínico randomizado que demonstrou uma redução significativa na mortalidade por todas as causas e na mortalidade por hemorragia em pacientes traumatizados com sangramento significativo, quando administrado nas primeiras três horas após a lesão. A administração precoce do ácido tranexâmico é um componente essencial das diretrizes atuais de manejo do trauma e da coagulopatia. A dose recomendada geralmente é de 1g intravenoso em 10 minutos, seguido por uma infusão de 1g em 8 horas. É fundamental que residentes e profissionais de emergência estejam cientes da indicação e da janela terapêutica do ATX para otimizar os resultados em pacientes com choque hemorrágico traumático, contribuindo para a melhoria da sobrevida e redução das complicações.

Perguntas Frequentes

Qual o mecanismo de ação do ácido tranexâmico no trauma?

O ácido tranexâmico é um antifibrinolítico que inibe a ativação do plasminogênio em plasmina, prevenindo a degradação do coágulo de fibrina. Isso ajuda a estabilizar o coágulo e a reduzir o sangramento em pacientes traumatizados.

Quando o ácido tranexâmico deve ser administrado em pacientes traumatizados?

O ácido tranexâmico deve ser administrado o mais precocemente possível, idealmente dentro das primeiras 3 horas após o trauma, em pacientes com sangramento significativo ou risco de sangramento, conforme as diretrizes do ATLS e estudos como o CRASH-2.

Quais são os principais benefícios do ácido tranexâmico no manejo do trauma?

Os principais benefícios incluem a redução da mortalidade por hemorragia e da mortalidade por todas as causas em pacientes politraumatizados com choque hemorrágico, além de diminuir a necessidade de transfusões sanguíneas.

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