HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2020
A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o uso do ácido tranexâmico (TXA) para tratamento das hemorragias pós parto (HPP). O TXA é um antifibrinolítico que reduz o sangramento em pacientes cirúrgicos ou traumatizados. A administração desta droga deverá respeitar as seguintes recomendações:
TXA na HPP: administrar imediatamente, até 3h pós-parto, independente da causa do sangramento.
O ácido tranexâmico é um antifibrinolítico crucial no manejo da HPP. A eficácia é tempo-dependente, sendo máxima quando administrado precocemente, idealmente na primeira hora e não excedendo 3 horas após o parto, e sua indicação não se restringe à etiologia do sangramento.
A hemorragia pós-parto (HPP) é uma das principais causas de morbimortalidade materna globalmente, definida como perda sanguínea ≥ 500 mL após parto vaginal ou ≥ 1000 mL após cesariana, ou qualquer sangramento que cause instabilidade hemodinâmica. O reconhecimento precoce e a intervenção rápida são cruciais para um desfecho favorável. O ácido tranexâmico (TXA) é um antifibrinolítico que atua inibindo a fibrinólise, estabilizando o coágulo sanguíneo. Sua eficácia na redução da mortalidade por HPP foi demonstrada em grandes estudos, como o WOMAN trial. A OMS recomenda sua administração intravenosa imediata, em dose de 1g, e repetível se necessário, sempre dentro de 3 horas após o parto, independentemente da causa da hemorragia. Para a prática clínica e provas de residência, é fundamental memorizar a janela de 3 horas e a indicação universal do TXA na HPP. A administração precoce é o fator mais importante para o sucesso terapêutico. A compreensão do mecanismo de ação e das evidências por trás das recomendações da OMS solidifica o conhecimento para o manejo adequado dessa emergência obstétrica.
O ácido tranexâmico é um antifibrinolítico que inibe a ativação do plasminogênio em plasmina, prevenindo a degradação do coágulo e, consequentemente, reduzindo o sangramento ao estabilizar o tampão hemostático.
O TXA deve ser administrado o mais rápido possível após o diagnóstico de HPP, idealmente dentro da primeira hora e, no máximo, até 3 horas após o parto para maximizar sua eficácia na redução da mortalidade.
Não, as recomendações atuais da OMS indicam o uso do TXA em todos os casos de HPP, independentemente da etiologia do sangramento (atonia uterina, trauma, retenção de restos, coagulopatia), devido à sua ação antifibrinolítica geral.
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