IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2022
Mulher, 21 anos, atropelada há 1 hora, admitida em choque (PA: 80 x 40 mmHg) e desorientada. FAST positivo para sangue em janela esplênica. Foi prescrito ácido tranexâmico e a paciente foi levada para cirurgia. O uso desse ácido promove:
Ácido tranexâmico em trauma grave → inibe fibrinólise → ↓ sangramento e mortalidade.
O ácido tranexâmico é um agente antifibrinolítico que atua inibindo a ativação do plasminogênio em plasmina, prevenindo a degradação do coágulo e, consequentemente, reduzindo o sangramento em pacientes com trauma grave.
O trauma é uma das principais causas de morte e incapacidade em todo o mundo, e a hemorragia é a principal causa de morte evitável em pacientes traumatizados. O manejo rápido e eficaz do sangramento é crucial, e o ácido tranexâmico (ATX) emergiu como uma intervenção farmacológica importante nesse cenário. Sua inclusão nos protocolos de trauma reflete a compreensão da coagulopatia induzida por trauma, que frequentemente envolve hiperfibrinólise. O ácido tranexâmico é um análogo sintético da lisina que exerce seu efeito antifibrinolítico ao inibir competitivamente a ativação do plasminogênio em plasmina. A plasmina é a enzima responsável pela degradação da fibrina, um componente essencial do coágulo sanguíneo. Ao bloquear a formação de plasmina, o ATX estabiliza o coágulo e reduz a perda sanguínea. Estudos como o CRASH-2 e CRASH-3 demonstraram que a administração precoce de ATX (idealmente nas primeiras 3 horas) em pacientes com trauma hemorrágico reduz significativamente a mortalidade. A dose recomendada de ATX no trauma é geralmente de 1g IV em bolus, seguido por uma infusão de 1g ao longo de 8 horas. É importante ressaltar que o ATX deve ser administrado o mais rápido possível após a lesão para maximizar seus benefícios. Embora geralmente seguro, deve-se ter cautela em pacientes com histórico de eventos trombóticos, embora o risco de trombose com ATX em trauma seja baixo e superado pelo benefício na redução do sangramento.
O ácido tranexâmico atua como um agente antifibrinolítico, inibindo competitivamente a ligação do plasminogênio à fibrina e, consequentemente, a sua ativação em plasmina, que é a enzima responsável pela degradação do coágulo.
É indicado em pacientes com trauma grave e sangramento significativo ou risco de sangramento, especialmente se administrado nas primeiras 3 horas após a lesão, conforme evidenciado por estudos como o CRASH-2.
Os principais benefícios incluem a redução da mortalidade por sangramento, a diminuição da necessidade de transfusões sanguíneas e a estabilização do coágulo, prevenindo a fibrinólise excessiva.
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