HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2020
Assinale a alternativa correta relacionada ao uso do ácido tranexâmico em vítimas de politraumatismos.
Ácido tranexâmico (ATX) = análogo lisina → inibe plasmina → ↓ fibrinólise em trauma.
O ácido tranexâmico é um agente antifibrinolítico que atua como um análogo sintético da lisina. Ele se liga competitivamente aos sítios de ligação da lisina no plasminogênio, impedindo sua ativação em plasmina e, consequentemente, inibindo a fibrinólise, o que ajuda a reduzir o sangramento em pacientes traumatizados.
O ácido tranexâmico (ATX) é um agente antifibrinolítico amplamente utilizado no manejo de hemorragias em diversas situações clínicas, incluindo o politraumatismo. Sua importância foi solidificada por grandes estudos como o CRASH-2, que demonstrou uma redução significativa da mortalidade por sangramento em pacientes traumatizados quando administrado precocemente. O mecanismo de ação do ATX baseia-se na inibição da fibrinólise. Ele é um análogo sintético da lisina e atua ligando-se competitivamente aos sítios de ligação da lisina no plasminogênio. Ao fazer isso, impede que o plasminogênio se ligue à fibrina e seja ativado em plasmina, a enzima responsável pela degradação do coágulo de fibrina. Dessa forma, o ATX estabiliza o coágulo e reduz o sangramento. A administração do ácido tranexâmico deve ocorrer preferencialmente nas primeiras 3 horas após o trauma para maximizar seus benefícios. É uma medicação de baixo custo e amplamente disponível, tornando-se uma ferramenta essencial no arsenal do manejo inicial do paciente politraumatizado. Embora haja preocupação teórica com eventos tromboembólicos, estudos não mostraram aumento significativo desse risco em pacientes traumatizados.
O ácido tranexâmico é um análogo sintético da lisina que se liga competitivamente aos sítios de ligação da lisina no plasminogênio. Isso impede a ligação do plasminogênio à fibrina e sua subsequente ativação em plasmina, inibindo a fibrinólise e estabilizando o coágulo.
Estudos como o CRASH-2 demonstraram que o ácido tranexâmico é mais eficaz quando administrado nas primeiras 3 horas após o trauma. A administração precoce reduz a mortalidade por sangramento.
As contraindicações incluem hipersensibilidade ao fármaco, histórico de eventos tromboembólicos (embora o risco de trombose com ATX seja baixo no trauma), e hematúria macroscópica (pelo risco de obstrução ureteral por coágulos).
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