CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2019
Com a senilidade, além da dermatocalaze e protrusão de bolsas de gorduras orbitais, ocorre degeneração do colágeno e o aprofundamento de sulcos palpebrais. Qual substância pode ser aplicada no tecido subcutâneo para amenizar esses sulcos e colaborar com o resultado estético da blefaroplastia?
Sulco palpebral profundo → Ácido hialurônico (preenchimento de escolha por segurança e reversibilidade).
O ácido hialurônico é a substância de escolha para preenchimento subcutâneo periocular devido à sua biocompatibilidade e possibilidade de reversão com hialuronidase.
O rejuvenescimento periocular moderno evoluiu de uma abordagem puramente ressectiva para uma abordagem restauradora de volume. A senilidade leva à atrofia da gordura periorbitária e à reabsorção óssea, aprofundando sulcos como o 'tear trough'. O uso de preenchedores de ácido hialurônico de baixa ou média viscosidade permite suavizar a transição entre a pálpebra inferior e a bochecha. Para o cirurgião oculoplástico, o domínio dessas técnicas injetáveis é essencial para atingir resultados naturais e harmônicos, evitando o aspecto de 'olho encovado' que pode ocorrer após blefaroplastias excessivamente agressivas.
A região periocular possui a pele mais fina do corpo humano. O ácido hialurônico é preferido por ser um componente natural da matriz extracelular, apresentando baixo risco de alergia, excelente maleabilidade para evitar nódulos e, crucialmente, ser reversível. Caso ocorra hipercorreção ou efeito Tyndall (coloração azulada), a enzima hialuronidase pode dissolver o produto rapidamente.
A blefaroplastia clássica foca na remoção de excessos (pele e gordura). No entanto, o envelhecimento também envolve perda volumétrica. O preenchimento com ácido hialurônico atua de forma complementar, tratando o sulco nasojugal (calha lacrimal) e sulcos palpebrais profundos que a cirurgia isolada pode não resolver ou até exacerbar se houver ressecção excessiva de gordura.
As contraindicações incluem infecções ativas no local da aplicação, doenças autoimunes descompensadas, hipersensibilidade conhecida ao produto e expectativas irreais do paciente. Deve-se ter cautela extrema em pacientes com tendência a edema palpebral crônico, pois o ácido hialurônico é higroscópico e pode piorar o inchaço local.
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