PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2023
Mulher, 24 anos de idade, é atendida na Unidade de Pronto Atendimento 20 minutos após acidente na praia com um animal hidrozoário conhecido como caravela-portuguesa (Physalia physalis). Ao exame, apresenta extensas placas urticariformes lineares em região posterior do tórax. Diante do caso e considerando as orientações do Ministério da Saúde,Indique a conduta mais adequada, neste momento: \n
Acidente por caravela → Ácido acético 5% (vinagre) para inativar nematocistos e evitar novas descargas.
O ácido acético a 5% (vinagre) é a conduta de escolha para inativar os nematocistos da caravela-portuguesa, impedindo a liberação de mais toxinas na pele do paciente.
Os acidentes por cnidários, como a caravela-portuguesa, são frequentes no litoral brasileiro. A fisiopatologia envolve a penetração de microestruturas chamadas nematocistos que injetam toxinas termolábeis e neurotóxicas. O manejo foca na remoção cuidadosa dos tentáculos e na neutralização química das toxinas residuais. Além do ácido acético, compressas de água do mar gelada podem ser usadas para analgesia por vasoconstrição e redução da condução nervosa da dor.
O ácido acético a 5% (vinagre doméstico) atua como um agente químico que inativa os nematocistos (células urticantes) que ainda não dispararam e estão aderidos à pele. Isso interrompe o processo de envenenamento contínuo, reduzindo a dor e a extensão da lesão inflamatória. É a medida de primeiros socorros mais eficaz recomendada por protocolos nacionais e internacionais para cnidários.
Não. A água doce possui uma osmolaridade diferente do veneno e do ambiente marinho, o que provoca um choque osmótico nos nematocistos. Esse choque estimula a descarga imediata de toxinas das células que ainda estavam íntegras, resultando em aumento significativo da dor e da reação inflamatória local. Deve-se usar apenas água do mar ou ácido acético.
Embora ambos sejam cnidários, a caravela-portuguesa (Physalia physalis) não é uma água-viva, mas uma colônia de organismos (sifonóforo). Seus tentáculos podem atingir metros de comprimento e possuem toxinas mais potentes que podem causar reações sistêmicas, além da dor intensa e marcas lineares características. O tratamento inicial com vinagre é compartilhado, mas a vigilância para anafilaxia deve ser maior na caravela.
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