CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2019
No Brasil são notificados a cada ano cerca de 25.000 casos de acidentes ofídicos com uma taxa de morte de cerca de 0.5%. No atendimento ao paciente vítima de acidentes ofídicos, a identificação da serpente pode ser feita por alguma pessoa com conhecimento básico desses animais. Sobre esses acidentes no Brasil, é correto afirmar que:
Venenos ofídicos = mistura complexa de proteínas com ações proteolíticas, coagulantes, hemorrágicas, neurotóxicas e miotóxicas.
Os venenos de serpentes são complexas misturas de proteínas e peptídeos com diversas atividades biológicas, incluindo efeitos proteolíticos (destruição tecidual), coagulantes (alterações na coagulação), hemorrágicos (sangramentos), neurotóxicos (paralisia) e miotóxicos (lesão muscular), que variam conforme o gênero da serpente e determinam o quadro clínico.
Os acidentes ofídicos representam um importante problema de saúde pública no Brasil, com milhares de casos notificados anualmente. O manejo adequado desses pacientes depende do reconhecimento dos sinais e sintomas, que são determinados pela composição do veneno da serpente envolvida. A identificação do gênero da serpente, quando possível, auxilia na escolha do soro antiofídico específico. Os venenos de serpentes são complexas misturas de proteínas, enzimas e peptídeos que exercem diversas ações biológicas. Essas ações podem incluir efeitos proteolíticos (causando destruição tecidual e necrose), coagulantes (induzindo distúrbios de coagulação, como coagulação intravascular disseminada ou incoagulabilidade sanguínea), hemorrágicos (levando a sangramentos locais e sistêmicos), neurotóxicos (afetando o sistema nervoso, com paralisia muscular e respiratória) e miotóxicos (causando lesão muscular). A predominância de cada efeito varia entre os gêneros de serpentes. No Brasil, os principais gêneros de interesse médico são Bothrops (jararacas, responsáveis pela maioria dos acidentes, com veneno proteolítico, hemorrágico e coagulante), Crotalus (cascavéis, com veneno neurotóxico e miotóxico), Lachesis (surucucus, com veneno proteolítico, hemorrágico, coagulante e neurotóxico) e Micrurus (corais verdadeiras, com veneno neurotóxico potente). O tratamento é baseado na soroterapia antiofídica, que deve ser administrada o mais precocemente possível para neutralizar as toxinas e minimizar as sequelas.
No Brasil, os principais gêneros de serpentes peçonhentas de interesse médico são Bothrops (jararacas), Crotalus (cascavéis) e Lachesis (surucucus), além de Micrurus (corais verdadeiras).
O veneno botrópico (Bothrops) é predominantemente proteolítico, hemorrágico e coagulante, causando dor, edema, equimose, bolhas e necrose local, além de sangramentos sistêmicos e alterações da coagulação.
O soro antiofídico é produzido a partir de anticorpos específicos contra os componentes do veneno, neutralizando suas toxinas e revertendo os efeitos sistêmicos e locais, sendo o tratamento específico para acidentes por serpentes peçonhentas.
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