UFAL/HUPAA - Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes (AL) — Prova 2021
A gravidade depende da quantidade de veneno inoculado pelos animais peçonhentos, da região atingida e da espécie envolvida
Acidente botrópico/laquético → quadro local proeminente; Crotálico/elapídico → neuroparalisia sistêmica.
A distinção entre os tipos de acidentes ofídicos é crucial para o manejo. Enquanto o veneno botrópico e laquético causa principalmente lesões locais (dor, edema, necrose), o crotálico e elapídico afeta o sistema nervoso, levando a paralisia muscular e outras manifestações sistêmicas.
Os acidentes ofídicos representam um importante problema de saúde pública no Brasil, com alta morbidade e potencial de mortalidade. A gravidade do envenenamento depende de fatores como a espécie da serpente, quantidade de veneno inoculado, local da picada e tempo até o atendimento. O reconhecimento rápido do tipo de acidente é fundamental para a conduta terapêutica adequada, principalmente a soroterapia específica. A fisiopatologia das manifestações clínicas varia conforme o gênero da serpente. Serpentes do gênero Bothrops (jararacas) e Lachesis (surucucus) causam principalmente efeitos proteolíticos, coagulantes e hemorrágicos, resultando em dor intensa, edema, equimose e necrose local. Já as serpentes do gênero Crotalus (cascavéis) e Micrurus (corais) possuem venenos com ação neurotóxica, levando a paralisia muscular progressiva, e o veneno crotálico também pode causar miotoxicidade e nefrotoxicidade. O diagnóstico é eminentemente clínico-epidemiológico, baseado na história da picada, identificação da serpente (se possível) e, principalmente, nas manifestações clínicas locais e sistêmicas. O tratamento consiste em medidas de suporte e administração do soro antiofídico específico para o tipo de acidente, que deve ser feito o mais precocemente possível para neutralizar o veneno circulante e minimizar as complicações.
O acidente botrópico causa principalmente dor, edema e hemorragia local, enquanto o crotálico se manifesta com neurotoxicidade (paralisia muscular, ptose) e miotoxicidade.
O quadro local é proeminente em acidentes botrópicos e laquéticos, servindo como um importante indicativo do tipo de envenenamento e da necessidade de soroterapia específica.
Nos acidentes elapídicos, as manifestações neurológicas incluem ptose palpebral, oftalmoplegia, paralisia de músculos respiratórios e disfagia, devido à ação neurotóxica do veneno.
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