SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2020
Paciente do sexo feminino, 47 anos, tem diagnóstico de Hipertensão Arterial Sistêmica, faz uso de Losartana 50 mg ao dia com bom controle da pressão arterial. Tem histórico de 3 gestações que resultaram em dois partos vaginas e um abortamento no primeiro trimestre. Procurou atendimento de urgência, pois acordou com perda de força no dimidio esquerdo. Exame neurológico mostra força grau 3 membro superior esquerdo e grau 4 em membro inferior esquerdo, sem outras alterações. Tomografia de crânio mostra área de isquemia aguda em território de artéria cerebral média direita. Assinale a opção na qual consta exame que NÃO faz parte da investigação etiológica do Acidente Vascular Encefálico neste caso.
AVE isquêmico em paciente jovem sem fatores de risco clássicos → investigar causas menos comuns.
Em pacientes jovens ou com AVE sem causa aparente (criptogênico), a investigação etiológica deve ser ampla, incluindo causas trombofílicas, autoimunes e infecciosas. A pesquisa de complemento C3 e C4 é mais relevante em doenças autoimunes sistêmicas ativas, não sendo um exame de rotina para investigação etiológica de AVE isquêmico.
O Acidente Vascular Encefálico (AVE) isquêmico em pacientes jovens (geralmente < 55 anos) exige uma investigação etiológica mais abrangente do que em idosos, pois as causas tradicionais (aterosclerose, hipertensão) podem não ser as únicas ou principais. A paciente do caso, com 47 anos e HAS controlada, ainda se enquadra em um grupo onde causas menos comuns devem ser consideradas. A fisiopatologia do AVE isquêmico envolve a oclusão de um vaso cerebral, levando à isquemia e infarto. Em jovens, essa oclusão pode ser devido a trombofilias (síndrome do anticorpo antifosfolípide, deficiências de proteína C/S, fator V Leiden), doenças autoimunes (lúpus eritematoso sistêmico, vasculites), dissecções arteriais, forame oval patente, ou causas infecciosas (HIV, sífilis). A investigação etiológica deve incluir exames para trombofilias (pesquisa de anticoagulante lúpico e anticorpo anticardiolipina), perfil lipídico e glicemia de jejum para avaliar fatores de risco metabólicos, e sorologias para infecções como HIV. A pesquisa de complemento C3 e C4 é mais específica para atividade de doenças autoimunes sistêmicas e não é um exame de triagem para AVE, a menos que haja forte suspeita clínica de uma doença autoimune ativa.
Causas incomuns de AVE em jovens incluem trombofilias (ex: síndrome do anticorpo antifosfolípide, deficiências de proteína C/S), doenças autoimunes (ex: lúpus, vasculites), dissecções arteriais, forame oval patente e infecções como HIV ou sífilis.
A investigação de trombofilias é fundamental em AVE isquêmico, especialmente em jovens, pois condições como a síndrome do anticorpo antifosfolípide aumentam o risco de eventos trombóticos arteriais e venosos, incluindo o AVE. A identificação permite tratamento específico para prevenir recorrências.
A sorologia para HIV deve ser considerada na investigação de AVE em pacientes jovens, especialmente se houver outros fatores de risco ou suspeita clínica. O HIV pode estar associado a AVE por vasculopatia, cardiomiopatia, trombofilia ou infecções oportunistas.
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