SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2020
Paralisia de nervos cranianos, diplopia, tontura, náusea, vômitos, disartria, disfagia, soluços, ataxia de marcha. Um quadro de acidente vascular encefálico isquêmico com tais características clínicas provavelmente ocorreria em território vascular de artéria
AVE com paralisia de nervos cranianos, diplopia, ataxia → suspeitar de circulação vertebrobasilar.
A circulação posterior (vertebrobasilar) irriga o tronco encefálico e o cerebelo. Lesões nessa área frequentemente causam síndromes cruzadas, disfunção de nervos cranianos, ataxia e sintomas vestibulares, como os descritos na questão.
O Acidente Vascular Encefálico (AVE) isquêmico da circulação posterior, suprida pelo sistema vertebrobasilar, é responsável por cerca de 20-25% de todos os AVEs. É clinicamente desafiador devido à diversidade e inespecificidade dos sintomas iniciais, que podem mimetizar outras condições benignas, como labirintite. O reconhecimento precoce é vital para o manejo adequado e para evitar sequelas graves. A fisiopatologia envolve a oclusão de artérias vertebrais, basilar ou seus ramos, levando à isquemia do tronco encefálico, cerebelo e partes do tálamo e lobos occipitais. Os sintomas resultam da disfunção dessas áreas, como paralisia de nervos cranianos (diplopia, disfagia, disartria), ataxia (cerebelo), e sintomas vestibulares (tontura, náusea, vômitos). A suspeita clínica é fundamental, especialmente em pacientes com fatores de risco vascular. O tratamento agudo segue os princípios gerais do AVE isquêmico, incluindo trombólise intravenosa com alteplase ou trombectomia mecânica, se o paciente estiver dentro da janela terapêutica. O prognóstico varia amplamente, mas a mortalidade e morbidade podem ser elevadas, especialmente em casos de oclusão da artéria basilar. A reabilitação é um componente essencial do cuidado pós-AVE.
Os sintomas incluem paralisia de nervos cranianos, diplopia, tontura, náusea, vômitos, disartria, disfagia, soluços e ataxia de marcha, refletindo o acometimento do tronco encefálico e cerebelo.
AVE de circulação anterior geralmente causa hemiparesia/hemianestesia contralateral e afasia (se hemisfério dominante). AVE de circulação posterior cursa com disfunção de nervos cranianos, ataxia, vertigem e síndromes cruzadas.
O diagnóstico precoce é crucial para iniciar a trombólise ou trombectomia, minimizando o dano neurológico e melhorando o prognóstico, especialmente devido à alta morbimortalidade associada a esses eventos.
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