PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2020
A respeito do tratamento do Acidente Vascular Encefálico de etiologia isquêmica, na sua fase aguda, assinale a alternativa CORRETA.
Trombólise para AVE isquêmico exige exclusão de contraindicações e exames laboratoriais (TAP, TTPa, plaquetas) normais antes da infusão.
A terapia fibrinolítica para Acidente Vascular Encefálico isquêmico agudo é tempo-dependente e possui critérios de elegibilidade rigorosos. É essencial que o paciente tenha exames de coagulação (TAP, TTPa) e contagem de plaquetas normais antes do início da infusão para minimizar o risco de hemorragia, especialmente intracraniana.
O Acidente Vascular Encefálico (AVE) isquêmico agudo é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e tratamento imediato para minimizar o dano cerebral e melhorar o prognóstico funcional. A terapia fibrinolítica com alteplase é a principal intervenção para restaurar o fluxo sanguíneo, mas sua aplicação é restrita por uma janela terapêutica estreita e rigorosos critérios de elegibilidade. A fisiopatologia do AVE isquêmico envolve a oclusão de um vaso cerebral, levando à isquemia e morte neuronal. A trombólise visa dissolver o trombo, mas carrega o risco de hemorragia, especialmente intracraniana. Por isso, a avaliação pré-trombólise é crítica, incluindo a exclusão de hemorragia intracraniana por neuroimagem e a verificação de parâmetros de coagulação e plaquetas para garantir que o paciente não tenha diátese hemorrágica preexistente. O manejo do AVE isquêmico agudo vai além da trombólise, incluindo o controle da pressão arterial, glicemia e temperatura. Para pacientes que não são elegíveis para trombólise ou que falham à terapia, a trombectomia mecânica pode ser uma opção em centros especializados. A anticoagulação oral para AVE cardioembólico deve ser postergada por alguns dias para evitar a transformação hemorrágica do infarto. A adesão estrita aos protocolos é vital para otimizar os resultados e a segurança do paciente.
A janela terapêutica ideal para o início da infusão de fibrinolíticos (alteplase) no AVE isquêmico agudo é de até 4,5 horas a partir do último momento em que o paciente foi visto sem o déficit neurológico. Quanto mais cedo a trombólise é iniciada, maiores são os benefícios e menores os riscos de complicações.
Antes de iniciar a trombólise, é essencial que o paciente tenha documentado valores normais de Tempo de Atividade da Protrombina (TAP), Tempo de Tromboplastina Parcial ativada (TTPa) e contagem de plaquetas. Esses exames são cruciais para avaliar o risco de sangramento e garantir a segurança do procedimento.
Em pacientes submetidos a tratamento fibrinolítico, a terapia com AAS (ácido acetilsalicílico) geralmente não deve ser iniciada nas primeiras 24 horas após a infusão do fibrinolítico, devido ao risco aumentado de hemorragia. Após 24 horas, e com uma tomografia de crânio de controle sem evidência de sangramento, o AAS pode ser iniciado.
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