UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2023
Paciente masculino de 72 anos de idade, hipertenso, diabético e tabagista, foi levado a uma UPA com história de “dificuldade de fala”, fraqueza muscular em membro superior direito e desvio de comissura labial iniciados de forma súbita há 3h. A pressão arterial (PA) era de 200 x 100 mmHg à admissão. Sobre a conduta inicial a ser tomada para este paciente marque a alternativa correta.
AVE isquêmico agudo: tempo é cérebro. Janela terapêutica para trombólise/trombectomia exige avaliação e imagem URGENTE.
Em casos de suspeita de AVE isquêmico agudo com sintomas neurológicos súbitos e dentro da janela terapêutica (até 4,5h para trombólise e até 24h para trombectomia em casos selecionados), a prioridade é o encaminhamento imediato para centro de referência para realização de neuroimagem (TC de crânio e angio-TC) e avaliação para terapias de reperfusão. O controle da pressão arterial deve ser feito, mas sem atrasar a investigação e o tratamento específico.
O Acidente Vascular Encefálico (AVE) isquêmico é uma das principais causas de mortalidade e incapacidade no mundo, sendo uma emergência médica tempo-dependente. A rápida identificação dos sintomas e o encaminhamento para um centro de referência são cruciais para o prognóstico do paciente. A epidemiologia mostra que fatores de risco como hipertensão, diabetes e tabagismo aumentam significativamente a incidência de AVE. A fisiopatologia envolve a oclusão de um vaso cerebral, levando à isquemia e necrose do tecido nervoso. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas neurológicos súbitos, e confirmado por neuroimagem. A TC de crânio é o exame inicial para excluir hemorragia, enquanto a angio-TC e a ressonância magnética podem fornecer informações mais detalhadas sobre a localização da oclusão e a extensão da lesão. A suspeita deve ser alta em pacientes com fatores de risco e início súbito de déficits neurológicos. O tratamento agudo visa a reperfusão da área isquêmica através de trombólise endovenosa com alteplase (dentro de 4,5 horas) ou trombectomia mecânica (para oclusões de grandes vasos, em janelas estendidas). O controle da pressão arterial, glicemia e temperatura são medidas de suporte importantes. O prognóstico está diretamente relacionado à rapidez do tratamento e à extensão da lesão inicial, ressaltando a importância da educação pública sobre os sinais de AVE e a organização de redes de atendimento.
Os sinais e sintomas de um AVE isquêmico agudo incluem fraqueza ou dormência súbita em um lado do corpo (face, braço ou perna), dificuldade súbita para falar ou entender a fala (disartria, afasia), desvio de comissura labial, alteração súbita da visão em um ou ambos os olhos, e tontura ou perda de equilíbrio.
A janela terapêutica é crucial porque as terapias de reperfusão, como a trombólise endovenosa (até 4,5 horas do início dos sintomas) e a trombectomia mecânica (até 24 horas em casos selecionados), são mais eficazes e seguras quando administradas precocemente, minimizando o dano cerebral e melhorando o prognóstico funcional do paciente.
A TC de crânio é prioritária para excluir hemorragia intracraniana, que contraindica a trombólise. A angio-TC arterial intracraniana é essencial para identificar a oclusão de grandes vasos, que pode ser passível de trombectomia mecânica, orientando a decisão terapêutica e o encaminhamento adequado.
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