UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2023
Em relação ao Acidente Vascular Encefálico (AVE) assinale V ou F nas assertivas abaixo e em seguida, assinale a alternativa correta. ( ) Cerca de 50 % dos AVEs são de etiologia hemorrágica e 50 % de etiologia isquêmica. ( ) No AVE isquêmico a pressão arterial sistólica deve estar menor que 140 mmHg para a realização da trombólise química. ( ) No AVE isquêmico secundário a Fibrilação atrial, o paciente deve ser anticoagulado, preferencialmente com um anticogulante oral direto (DOACs).
AVE: 87% isquêmico, 13% hemorrágico. Trombólise exige PAS < 185 mmHg. FA + AVE isquêmico → DOACs.
A etiologia do AVE é predominantemente isquêmica, não equitativa entre isquêmico e hemorrágico. Para trombólise, a pressão arterial deve ser controlada rigorosamente abaixo de 185/110 mmHg. Pacientes com AVE isquêmico cardioembólico por FA devem ser anticoagulados, preferencialmente com DOACs, após estabilização clínica e exclusão de risco de transformação hemorrágica.
O Acidente Vascular Encefálico (AVE) é uma das principais causas de morbimortalidade global, sendo crucial para residentes compreenderem suas nuances. Epidemiologicamente, o AVE isquêmico é responsável por cerca de 87% dos casos, enquanto o AVE hemorrágico, embora mais grave, corresponde a aproximadamente 13%. O reconhecimento precoce e a diferenciação entre os tipos são fundamentais para o manejo adequado e para a redução das sequelas neurológicas. A fisiopatologia do AVE isquêmico envolve a oclusão de um vaso cerebral, levando à isquemia e infarto do tecido. O diagnóstico é clínico e confirmado por neuroimagem (TC ou RM). A trombólise química com alteplase é uma intervenção tempo-dependente, indicada para pacientes que chegam à janela terapêutica e que preenchem critérios rigorosos, incluindo controle pressórico. A pressão arterial sistólica deve ser mantida abaixo de 185 mmHg e a diastólica abaixo de 110 mmHg antes e durante a trombólise para minimizar o risco de hemorragia. O tratamento do AVE isquêmico varia conforme a etiologia. Em casos de AVE cardioembólico secundário à Fibrilação Atrial (FA), a anticoagulação é essencial para prevenir novos eventos. Os anticoagulantes orais diretos (DOACs) são preferenciais em relação à varfarina, devido à sua maior segurança e eficácia, devendo ser iniciados após um período de observação que varia de dias a semanas, dependendo da extensão do infarto e do risco de transformação hemorrágica.
O AVE isquêmico representa cerca de 87% dos casos, enquanto o AVE hemorrágico corresponde a aproximadamente 13%.
Para a realização da trombólise química, a pressão arterial sistólica deve ser menor que 185 mmHg e a diastólica menor que 110 mmHg.
A anticoagulação com DOACs é recomendada após um período de segurança, que varia de 3 a 14 dias dependendo da extensão do infarto, para reduzir o risco de transformação hemorrágica.
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