UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2023
Paciente masculino de 72 anos de idade, hipertenso, diabético e tabagista, foi levado a uma UPA com história de “dificuldade de fala”, fraqueza muscular em membro superior direito e desvio de comissura labial iniciados de forma súbita há 3h. A pressão arterial (PA) era de 200 x 100 mmHg à admissão. Em se tratando de um AVE isquêmico, após o atendimento e condutas realizadas na fase aguda, quais exames complementares são rotineiramente necessários para a investigação etiológica do AVE?
Etiologia do AVEi → EcoDoppler + ECG + Ecocardiograma + Holter 24h + Perfil metabólico.
A investigação etiológica do AVE isquêmico visa identificar a causa base (cardioembólica, aterosclerótica ou lacunar) para otimizar a prevenção secundária e reduzir recorrências.
O Acidente Vascular Encefálico Isquêmico (AVEi) exige uma abordagem diagnóstica sistemática para determinar sua etiologia, o que é crucial para a escolha da terapia de prevenção secundária. A classificação TOAST é a mais utilizada, dividindo os casos em aterosclerose de grandes artérias, cardioembolismo, oclusão de pequenas artérias (lacunar), outras etiologias determinadas e etiologia indeterminada. A avaliação inicial deve focar em neuroimagem para confirmar a isquemia e excluir hemorragia, seguida por avaliação vascular (EcoDoppler, Angio-TC ou Angio-RM) e cardíaca. Em pacientes idosos com múltiplos fatores de risco, como o do caso, o foco recai sobre aterosclerose e fontes cardioembólicas. Exames como FAN e VDRL não são rotineiros para todos, sendo reservados para casos de AVC em jovens ou apresentações atípicas.
A investigação baseia-se na classificação TOAST, buscando identificar aterosclerose de grandes vasos (EcoDoppler), cardioembolismo (ECG, Ecocardiograma, Holter) ou doença de pequenos vasos. Exames laboratoriais avaliam fatores de risco como diabetes e dislipidemia.
O Holter 24h é indicado rotineiramente na busca por fibrilação atrial paroxística ou outras arritmias emboligênicas que não foram detectadas no ECG de repouso inicial, sendo fundamental para definir a anticoagulação.
Para identificar estenoses hemodinamicamente significativas ou placas instáveis em vasos cervicais que justifiquem o evento isquêmico por mecanismo arterio-arterial ou hipofluxo sistêmico.
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