AVE Isquêmico: Síndrome da Artéria Cerebral Média (ACM)

FJG - Fundação João Goulart / SMS Rio de Janeiro — Prova 2020

Enunciado

Uma paciente feminina de 72 anos de idade, hipertensa, tabagista e diabética em tratamento irregular, dá entrada no pronto-atendimento com suspeita de acidente vascular encefálico, apresentando as seguintes alterações neurológicas: hemiplegia associado à hemianestesia à direita, hemianopsia homônima direita e afasia global. Foi solicitada uma tomografia computadorizada de crânio. De acordo com os achados clínicos, a provável artéria acometida é a:

Alternativas

  1. A) cerebral média
  2. B) cerebral anterior
  3. C) cerebral posterior
  4. D) cerebelar do hemisfério não dominante

Pérola Clínica

AVE com hemiplegia/hemianestesia contralateral, afasia global e hemianopsia homônima → oclusão de Artéria Cerebral Média (ACM) no hemisfério dominante.

Resumo-Chave

A Artéria Cerebral Média (ACM) irriga áreas cruciais para a função motora, sensitiva, visual e de linguagem. Sua oclusão no hemisfério dominante (geralmente esquerdo) causa a tríade clássica de hemiplegia/hemianestesia contralateral, afasia global e hemianopsia homônima.

Contexto Educacional

O Acidente Vascular Encefálico (AVE) isquêmico é uma das principais causas de morbimortalidade global, e a oclusão da Artéria Cerebral Média (ACM) é a mais comum, respondendo por cerca de 40-50% dos casos. A ACM irriga extensas áreas do córtex cerebral, incluindo as regiões motoras, sensitivas, da linguagem e visuais, tornando sua oclusão clinicamente devastadora. A fisiopatologia envolve a interrupção do fluxo sanguíneo para o território da ACM, levando à isquemia e necrose neuronal. Os sintomas apresentados pela paciente (hemiplegia e hemianestesia à direita, hemianopsia homônima direita e afasia global) são altamente sugestivos de um AVE na ACM esquerda (hemisfério dominante). A afasia global, em particular, indica um acometimento extenso das áreas de Broca e Wernicke. O manejo agudo do AVE isquêmico envolve a rápida identificação dos sintomas, confirmação diagnóstica por neuroimagem (TC ou RM) e, se indicado e dentro da janela terapêutica, trombólise intravenosa ou trombectomia mecânica. A prevenção secundária e o controle rigoroso dos fatores de risco, como hipertensão, diabetes e tabagismo, são cruciais para evitar recorrências. Residentes devem ser proficientes na identificação das síndromes vasculares cerebrais.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas de um AVE na Artéria Cerebral Média (ACM)?

Os sintomas clássicos incluem hemiplegia e hemianestesia contralateral (face e membros superiores mais afetados), afasia (se hemisfério dominante), hemianopsia homônima contralateral e desvio do olhar conjugado.

Por que a afasia global ocorre em AVE da ACM?

A afasia global ocorre quando há acometimento extenso das áreas de Broca (produção da fala) e Wernicke (compreensão da fala), ambas supridas por ramos da Artéria Cerebral Média no hemisfério dominante.

Quais fatores de risco estão associados ao AVE isquêmico?

Fatores de risco comuns incluem hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, tabagismo, dislipidemia, fibrilação atrial, doença arterial coronariana e histórico familiar de AVE.

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