AVE Isquêmico: Diagnóstico e Sinais da ACM Esquerda

IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2025

Enunciado

Mulher, 72 anos, em tratamento irregular de hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, dislipidemia e fibrilação atrial persistente, dá entrada na unidade de emergência com quadro de afasia não fluente e hemiparesia direita, de predomínio braquiofacial. Segundo filha da paciente, o quadro teve instalação abrupta. A principal hipótese diagnóstica para o quadro neurológico apresentado é um acidente vascular encefálico do tipo:

Alternativas

  1. A) Hemorrágico no território das artérias lentículo-estriadas.
  2. B) Isquêmico no território da artéria cerebral média esquerda.
  3. C) Isquêmico no território da artéria cerebral anterior esquerda.
  4. D) Hemorrágico no território da comunicante posterior esquerda.

Pérola Clínica

Afasia não fluente + hemiparesia braquiofacial direita → AVE isquêmico ACM esquerda.

Resumo-Chave

A afasia não fluente (de Broca) e a hemiparesia braquiofacial direita são sinais clássicos de um acidente vascular encefálico isquêmico no território da artéria cerebral média esquerda, devido à inervação cruzada e localização dos centros da fala.

Contexto Educacional

O Acidente Vascular Encefálico (AVE) isquêmico é uma das principais causas de morbimortalidade global, sendo crucial seu reconhecimento precoce. Ele ocorre pela oclusão de um vaso sanguíneo cerebral, levando à isquemia e necrose do tecido nervoso. Fatores de risco como hipertensão, diabetes, dislipidemia e fibrilação atrial (FA) são altamente prevalentes e aumentam significativamente a chance de um AVE, especialmente a FA, que pode causar embolia cerebral. O diagnóstico de AVE é primariamente clínico, baseado na instalação abrupta de déficits neurológicos focais. A afasia não fluente (de Broca) e a hemiparesia direita braquiofacial são classicamente associadas à lesão no território da artéria cerebral média (ACM) do hemisfério dominante (geralmente esquerdo). A ACM irriga grandes áreas do córtex cerebral, incluindo as áreas da fala e do córtex motor primário para face e membro superior. A conduta inicial em um AVE agudo envolve a estabilização do paciente e a realização de neuroimagem (tomografia de crânio sem contraste) para diferenciar AVE isquêmico de hemorrágico, o que guiará o tratamento. No AVE isquêmico, a trombólise endovenosa ou trombectomia mecânica podem ser indicadas dentro de janelas terapêuticas específicas para restaurar o fluxo sanguíneo e minimizar o dano cerebral, sendo a rápida identificação dos sintomas e o transporte ao centro especializado fundamentais para o prognóstico.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de um AVE isquêmico no território da artéria cerebral média esquerda?

Os sinais incluem afasia não fluente (dificuldade em produzir a fala, mas com compreensão preservada) e hemiparesia ou hemiplegia contralateral, frequentemente com predomínio braquiofacial, devido à irrigação da área de Broca e do córtex motor primário pela ACM.

Por que a fibrilação atrial é um fator de risco importante para AVE isquêmico?

A fibrilação atrial (FA) é um fator de risco significativo porque causa estase sanguínea nas câmaras atriais, favorecendo a formação de trombos. Esses trombos podem se desprender, viajar pela corrente sanguínea e ocluir vasos cerebrais, resultando em um AVE cardioembólico.

Como diferenciar um AVE isquêmico de um hemorrágico na emergência?

A diferenciação é crucial e é feita principalmente por neuroimagem. A tomografia computadorizada (TC) de crânio sem contraste é o exame inicial de escolha, pois rapidamente identifica a presença de sangramento (AVE hemorrágico), que contraindica a trombólise, ou exclui sangramento, permitindo considerar o tratamento para AVE isquêmico.

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