AVE Isquêmico: Diagnóstico e Achados na TC de Crânio

UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025

Enunciado

Mulher, 55 anos, com HAS e diabetes Mellitus (DM) mal controlados, apresentou quadro súbito de hemiparesia direita. A principal hipótese diagnóstica e a descrição da TC do crânio mais provável é:

Alternativas

  1. A) AVE isquêmico / hipodensidade corticossubcortical na região nucleocapsular esquerda
  2. B) AVE isquêmico / hipodensidade corticossubcortical no tálamo direito
  3. C) ruptura de aneurisma / hiperdensidade espontânea nas cisternas da base
  4. D) AVE hemorrágico / coleção subdural frontoparietal direita

Pérola Clínica

Hemiparesia direita súbita + HAS/DM → AVE isquêmico esquerdo (hipodensidade TC).

Resumo-Chave

Paciente com fatores de risco cardiovasculares e déficit neurológico focal súbito sugere AVE. A hemiparesia direita indica lesão no hemisfério cerebral esquerdo. Em AVE isquêmico agudo, a TC inicial pode mostrar hipodensidade, especialmente em áreas como a nucleocapsular.

Contexto Educacional

O Acidente Vascular Encefálico (AVE) isquêmico é uma das principais causas de morbimortalidade global, sendo crucial o reconhecimento rápido e o manejo adequado. Pacientes com hipertensão arterial sistêmica (HAS) e diabetes mellitus (DM) mal controlados apresentam um risco significativamente elevado para o desenvolvimento de AVE, devido aos danos vasculares crônicos que essas condições provocam. A apresentação súbita de um déficit neurológico focal, como a hemiparesia, é altamente sugestiva de AVE. A localização da lesão cerebral é contralateral aos sintomas motores, ou seja, uma hemiparesia direita aponta para uma lesão no hemisfério cerebral esquerdo. A tomografia computadorizada (TC) de crânio é o exame de imagem inicial de escolha para diferenciar AVE isquêmico de hemorrágico. Em um AVE isquêmico agudo, a TC tipicamente revela uma área de hipodensidade corticossubcortical, que se torna mais evidente com o tempo, indicando o infarto do tecido cerebral. O tratamento do AVE isquêmico agudo é tempo-dependente, com a trombólise intravenosa e/ou trombectomia mecânica sendo opções viáveis dentro de janelas terapêuticas específicas. Portanto, a rápida identificação dos sintomas, a avaliação dos fatores de risco e a interpretação correta dos exames de imagem são habilidades essenciais para o residente, visando otimizar o prognóstico do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para AVE isquêmico?

Os principais fatores de risco para AVE isquêmico incluem hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, dislipidemia, tabagismo, fibrilação atrial, doença arterial coronariana e histórico familiar de AVE.

Como a TC de crânio se apresenta em um AVE isquêmico agudo?

Nas primeiras horas de um AVE isquêmico, a TC de crânio pode ser normal ou mostrar sinais precoces sutis, como perda da diferenciação córtico-subcortical ou hipodensidade. A hipodensidade franca geralmente se desenvolve após 6-24 horas.

Por que a hemiparesia direita indica uma lesão no hemisfério esquerdo?

A hemiparesia direita indica uma lesão no hemisfério cerebral esquerdo devido ao cruzamento das vias motoras (trato corticoespinhal) no nível do tronco cerebral, o que significa que o hemisfério esquerdo controla o lado direito do corpo.

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