UFAM/HUGV - Hospital Universitário Getúlio Vargas - Manaus (AM) — Prova 2015
Na investigação da fase aguda do acidente vascular encefálico (AVE), qual é o método de exame de imagem mais recomendado, devendo ser realizada o mais rapidamente possível?
AVE agudo → TC de crânio SEM contraste é o exame de imagem inicial mais rápido e essencial para diferenciar isquemia de hemorragia.
A tomografia computadorizada (TC) de crânio sem contraste é o método de imagem de escolha na fase aguda do AVE, pois é amplamente disponível, rápida e eficaz para diferenciar entre AVE isquêmico e hemorrágico, o que é crucial para a decisão terapêutica, especialmente a trombólise.
O acidente vascular encefálico (AVE) é uma emergência médica que exige diagnóstico e tratamento rápidos para minimizar danos neurológicos. A fase aguda do AVE é caracterizada pelo início súbito de sintomas neurológicos focais. A epidemiologia mostra que o AVE é uma das principais causas de mortalidade e incapacidade em todo o mundo, tornando o manejo precoce um pilar fundamental na prática clínica e na redução de sequelas. A fisiopatologia do AVE envolve a interrupção do fluxo sanguíneo cerebral (isquêmico) ou o extravasamento de sangue para o parênquima cerebral (hemorrágico). O diagnóstico rápido é crucial para determinar a elegibilidade para terapias de reperfusão no AVE isquêmico. A tomografia computadorizada (TC) de crânio sem contraste é o exame de imagem de primeira linha, pois permite excluir rapidamente uma hemorragia intracraniana, que contraindicaria a trombólise intravenosa. A conduta inicial no AVE agudo depende do tipo de AVE. No isquêmico, a trombólise intravenosa com alteplase ou trombectomia mecânica pode ser indicada dentro de janelas de tempo específicas. No hemorrágico, o manejo é de suporte, controle da pressão arterial e, em alguns casos, cirurgia. O prognóstico está diretamente relacionado à rapidez do diagnóstico e início do tratamento, enfatizando a importância da TC de crânio como ferramenta diagnóstica inicial.
A TC de crânio é mais rápida, amplamente disponível e eficaz para excluir hemorragia intracraniana, uma contraindicação absoluta para a trombólise. Embora a RM seja mais sensível para isquemia precoce, a velocidade da TC é crucial na janela terapêutica.
A diferenciação é vital porque o tratamento é oposto. AVE isquêmico pode se beneficiar de trombólise (se dentro da janela), enquanto AVE hemorrágico requer manejo da pressão arterial e, por vezes, intervenção cirúrgica para controle do sangramento.
Na fase hiperaguda, a TC pode ser normal ou mostrar sinais precoces sutis como hipodensidade parenquimatosa, apagamento de sulcos corticais ou o sinal da artéria cerebral média hiperdensa, indicando trombo.
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