AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2026
Na admissão hospitalar de uma criança com déficit motor súbito, afasia e flutuação do nível de consciência a conduta mais adequada após estabilização clínica seria:
Déficit focal súbito em criança → TC de crânio imediata para excluir hemorragia.
O AVC pediátrico é uma emergência subdiagnosticada. Após a estabilização clínica (ABC), a neuroimagem imediata é mandatória para diferenciar eventos isquêmicos de hemorrágicos e guiar a terapia.
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) em pediatria, embora menos comum que em adultos, possui alta morbimortalidade e risco de sequelas permanentes. O quadro clínico clássico envolve a instalação súbita de déficits focais, mas em crianças menores pode se manifestar de forma inespecífica, como crises convulsivas ou alteração do estado mental. A janela terapêutica é crítica, e o manejo inicial foca na estabilização hemodinâmica e neuroproteção. A prioridade diagnóstica após o suporte básico de vida é a realização de neuroimagem. A tomografia computadorizada (TC) é amplamente disponível e eficaz para descartar hemorragias. Uma vez excluído o componente hemorrágico, a investigação prossegue com angiotomografia ou ressonância magnética para avaliar a extensão da isquemia e a integridade vascular, permitindo decisões sobre anticoagulação ou antiagregação.
A TC de crânio sem contraste é o exame de escolha inicial devido à sua rapidez e alta sensibilidade para detectar hemorragia intracraniana aguda. Embora a RM seja superior para identificar isquemia precoce, a prioridade imediata é excluir sangramentos que contraindiquem terapias antitrombóticas ou exijam intervenção neurocirúrgica urgente.
Diferente dos adultos, as causas pediátricas são heterogêneas, incluindo cardiopatias congênitas, arteriopatias (como a arteriopatia focal cerebral), hemoglobinopatias (anemia falciforme), distúrbios de coagulação e infecções (como varicela). A investigação etiológica deve ser abrangente após a fase aguda.
Clinicamente é impossível distinguir com certeza. Ambos podem cursar com hemiparesia, afasia e alterações de consciência. No entanto, o AVC hemorrágico frequentemente apresenta sinais de hipertensão intracraniana mais precoces, como cefaleia intensa e vômitos em jato, reforçando a necessidade de imagem imediata.
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