AVC Pediátrico: Conduta Inicial e Diagnóstico por Imagem

AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2026

Enunciado

Na admissão hospitalar de uma criança com déficit motor súbito, afasia e flutuação do nível de consciência a conduta mais adequada após estabilização clínica seria:

Alternativas

  1. A) Realizar uma dose de heparina de baixo peso molecular.
  2. B) Administrar dose de ácido acetilsalicílico de 5 mg/kg e encaminhar o paciente para internamento.
  3. C) Realizar tomografia computadorizada de crânio para descartar acidente vascular cerebral hemorrágico.
  4. D) Solicitar internamento imediato, obter dois acessos periféricos calibrosos e manter o paciente em leito de enfermaria com monitoração.
  5. E) Realizar hidratação venosa com soro fisiológico 20 mL/kg, encaminhar o paciente para neurocirurgia e implementar medida de pressão intracraniana.

Pérola Clínica

Déficit focal súbito em criança → TC de crânio imediata para excluir hemorragia.

Resumo-Chave

O AVC pediátrico é uma emergência subdiagnosticada. Após a estabilização clínica (ABC), a neuroimagem imediata é mandatória para diferenciar eventos isquêmicos de hemorrágicos e guiar a terapia.

Contexto Educacional

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) em pediatria, embora menos comum que em adultos, possui alta morbimortalidade e risco de sequelas permanentes. O quadro clínico clássico envolve a instalação súbita de déficits focais, mas em crianças menores pode se manifestar de forma inespecífica, como crises convulsivas ou alteração do estado mental. A janela terapêutica é crítica, e o manejo inicial foca na estabilização hemodinâmica e neuroproteção. A prioridade diagnóstica após o suporte básico de vida é a realização de neuroimagem. A tomografia computadorizada (TC) é amplamente disponível e eficaz para descartar hemorragias. Uma vez excluído o componente hemorrágico, a investigação prossegue com angiotomografia ou ressonância magnética para avaliar a extensão da isquemia e a integridade vascular, permitindo decisões sobre anticoagulação ou antiagregação.

Perguntas Frequentes

Por que a TC de crânio é o primeiro exame no AVC pediátrico?

A TC de crânio sem contraste é o exame de escolha inicial devido à sua rapidez e alta sensibilidade para detectar hemorragia intracraniana aguda. Embora a RM seja superior para identificar isquemia precoce, a prioridade imediata é excluir sangramentos que contraindiquem terapias antitrombóticas ou exijam intervenção neurocirúrgica urgente.

Quais são as principais causas de AVC na infância?

Diferente dos adultos, as causas pediátricas são heterogêneas, incluindo cardiopatias congênitas, arteriopatias (como a arteriopatia focal cerebral), hemoglobinopatias (anemia falciforme), distúrbios de coagulação e infecções (como varicela). A investigação etiológica deve ser abrangente após a fase aguda.

Como diferenciar clinicamente o AVC isquêmico do hemorrágico em crianças?

Clinicamente é impossível distinguir com certeza. Ambos podem cursar com hemiparesia, afasia e alterações de consciência. No entanto, o AVC hemorrágico frequentemente apresenta sinais de hipertensão intracraniana mais precoces, como cefaleia intensa e vômitos em jato, reforçando a necessidade de imagem imediata.

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