HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2023
Mulher, 28 anos, previamente hígida, apresentou acidente vascular cerebral isquêmico. Faz uso de anticoncepção oral há 09 anos. História familiar de mãe com “trombose” aos 54 anos, sem causa etiológica aparente. Exames laboratoriais: Hemograma, metabólico, funções hepática e renal, normais, assim como o ecocardiograma. Considerando que este evento foi em leito arterial, qual das situações abaixo devemos investigar? (DENNIS L. KASPER, STEPHEN L. HAUSER, J. LARRY JAMESON . Medicina Interna de Harrison, parte 15, Seção 2 - 19.Ed– 2016)
AVC isquêmico em jovem + ACO + trombose familiar → investigar trombofilias, incluindo Síndrome Antifosfolípide (Anticoagulante Lúpico).
Em pacientes jovens com AVC isquêmico sem causa aparente, especialmente com fatores de risco como uso de anticoncepcionais orais e história familiar de trombose, a investigação de trombofilias hereditárias e adquiridas é crucial. A Síndrome Antifosfolípide, detectada pelo anticoagulante lúpico, é uma causa importante de trombose arterial e venosa.
O AVC isquêmico em jovens (<50 anos) é uma condição menos comum, mas com grande impacto. A investigação etiológica é crucial, pois muitas causas são tratáveis e preveníveis. Trombofilias, tanto hereditárias quanto adquiridas, representam uma parcela significativa desses casos. A Síndrome Antifosfolípide (SAF) é uma trombofilia adquirida autoimune caracterizada por trombose arterial ou venosa e/ou morbidade gestacional na presença de anticorpos antifosfolípides persistentes. O anticoagulante lúpico é um dos critérios laboratoriais para o diagnóstico da SAF e sua positividade em um paciente com AVC isquêmico, especialmente com história familiar de trombose e uso de ACO, deve levantar forte suspeita. O diagnóstico da SAF é feito por critérios clínicos e laboratoriais. O tratamento envolve anticoagulação para prevenir novos eventos trombóticos. A investigação completa de trombofilias é fundamental para guiar a terapia e o prognóstico desses pacientes, diferenciando-se de outras causas de AVC.
As causas incluem trombofilias hereditárias (deficiência de proteína C, S, antitrombina III, Fator V de Leiden), trombofilias adquiridas (Síndrome Antifosfolípide), dissecções arteriais, doenças cardíacas emboligênicas e vasculites.
Suspeitar em pacientes com eventos trombóticos arteriais ou venosos recorrentes, perdas gestacionais, trombocitopenia e presença de anticorpos antifosfolípides (anticoagulante lúpico, anticardiolipina, anti-beta2-glicoproteína I).
Anticoncepcionais orais são um fator de risco conhecido para trombose, especialmente em mulheres com trombofilias subjacentes, e devem ser considerados na avaliação etiológica.
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