Hospital do Açúcar - Maceió (AL) — Prova 2015
Assinale abaixo a conduta apropriada em paciente com Acidente Vascular Cerebral Isquêmico Cerebelar que evolui com hidrocefalia e rebaixamento do nível de consciência.
AVC cerebelar + hidrocefalia + rebaixamento = DVE para descompressão urgente.
O AVC isquêmico cerebelar pode causar edema significativo, levando à compressão do tronco cerebral e obstrução do fluxo liquórico, resultando em hidrocefalia. O rebaixamento do nível de consciência indica hipertensão intracraniana grave, necessitando de intervenção cirúrgica urgente como a derivação ventricular externa (DVE) para aliviar a pressão.
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico cerebelar, embora menos comum que os hemisféricos, pode ter um curso clínico grave devido à anatomia da fossa posterior. O cerebelo está localizado em um espaço restrito, e o edema pós-isquêmico pode rapidamente levar à compressão do tronco cerebral e obstrução do fluxo liquórico, resultando em hidrocefalia. A identificação precoce de sinais de deterioração neurológica é crucial para um bom prognóstico. A fisiopatologia envolve o inchaço do tecido cerebelar isquêmico, que pode comprimir o quarto ventrículo e as cisternas basais, impedindo a circulação normal do líquor. O rebaixamento do nível de consciência é um sinal alarmante de hipertensão intracraniana grave, indicando a necessidade de intervenção imediata. O diagnóstico é confirmado por neuroimagem (TC ou RM de crânio). O tratamento para hidrocefalia obstrutiva e rebaixamento da consciência em AVC cerebelar é a descompressão cirúrgica, sendo a derivação ventricular externa (DVE) a conduta mais apropriada. A DVE permite a drenagem do líquor e o alívio rápido da pressão intracraniana, estabilizando o paciente e prevenindo sequelas neurológicas graves ou morte. Medidas clínicas isoladas são insuficientes nesses casos de emergência.
Sinais de alerta incluem cefaleia intensa, vômitos, ataxia progressiva, disartria, e principalmente, rebaixamento do nível de consciência, que indica compressão do tronco cerebral e/ou hidrocefalia.
A DVE é preferencial porque permite a drenagem imediata do líquor, aliviando a pressão intracraniana causada pela hidrocefalia obstrutiva e prevenindo danos irreversíveis ao tronco cerebral.
As complicações incluem edema cerebelar com compressão do tronco cerebral, hidrocefalia obstrutiva, deterioração neurológica rápida e risco de herniação cerebral se não tratada.
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