HOA - Hospital Oftalmológico do Acre - Rio Branco — Prova 2020
No atendimento de um paciente com acidente vascular cerebral isquêmico na fase aguda, pode-se afirmar que:
AVC isquêmico agudo: Hipotensão é rara, mas deve ser corrigida rapidamente para manter perfusão cerebral.
No AVC isquêmico agudo, a manutenção de uma pressão arterial adequada é crucial. Embora a hipertensão seja comum e muitas vezes tolerada (até certo ponto), a hipotensão é deletéria, pois reduz a perfusão cerebral em uma área já comprometida, podendo expandir a zona de penumbra isquêmica e piorar o prognóstico.
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico agudo é uma emergência neurológica que exige manejo rápido e preciso para minimizar o dano cerebral e otimizar o prognóstico. A fase aguda é crítica, e a compreensão dos fatores que influenciam a recuperação é fundamental para residentes e profissionais de saúde. A identificação precoce dos sintomas e o transporte rápido para um centro especializado são os primeiros passos. Durante o atendimento inicial, a monitorização rigorosa dos sinais vitais é essencial. A hipotensão arterial, embora menos comum que a hipertensão, é um fator de risco significativo para piora do quadro isquêmico, pois compromete ainda mais a perfusão cerebral em uma área já vulnerável. Portanto, sua correção imediata é prioritária. Outros fatores como hiperglicemia e febre também são deletérios, aumentando o metabolismo cerebral e a demanda de oxigênio, e devem ser controlados ativamente. O manejo do AVC isquêmico agudo envolve uma série de cuidados para otimizar a recuperação. A posição do paciente (decúbito zero ou levemente elevado) é importante, mas não a 90 graus. A antibioticoprofilaxia não é rotineiramente indicada, sendo reservada para infecções. Soluções glicosadas devem ser evitadas, pois a hiperglicemia piora o prognóstico. O objetivo é manter a homeostase e prevenir complicações secundárias, como edema cerebral, pneumonia por aspiração e trombose venosa profunda.
A pressão arterial é crucial. A hipotensão deve ser prontamente corrigida para evitar a expansão da área de isquemia, enquanto a hipertensão moderada pode ser tolerada em certos limites para manter a perfusão cerebral.
Sim, a temperatura corporal elevada (febre) é um fator de pior prognóstico no AVC isquêmico e deve ser ativamente controlada, pois aumenta o metabolismo cerebral e a demanda de oxigênio.
Não, a antibioticoprofilaxia de rotina não é recomendada no AVC isquêmico. O uso de antibióticos deve ser reservado para infecções confirmadas ou suspeitas, como pneumonia por aspiração.
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