AVC Isquêmico Agudo: Contraindicações da Trombólise

UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2023

Enunciado

Paciente do sexo masculino, 72 anos, previamente independente para atividades básicas e instrumentais de vida diária, comparece ao pronto-socorro com queixa de há 3 horas ter iniciado disartria, desvio de rima bucal e hemiplegia à esquerda, enquanto almoçava. Avaliação da neurologia demonstra escore NIHSS (National Institute of Health Stroke Scale) de 14 pontos. Antecedentes pessoais: doença ulcerosa péptica com último sangramento (Forrest IIA) há 3 semanas, hipertensão arterial e acidente vascular cerebral isquêmico há 4 meses. Tomografia de crânio sem sinais de sangramento ativo, com hipodensidade em topografia de artéria cerebral média à direita. Sinais vitais: PA 220 x 120mmHg, FC = 87bpm, oximetria = 95% em ar ambiente, 24 incursões respiratórias por minuto. Qual o próximo passo?

Alternativas

  1. A) Trombólise química imediata.
  2. B) Trombectomia mecânica.
  3. C) Suporte clínico com tratamento conservador.
  4. D) Trombólise química após controle pressórico.

Pérola Clínica

AVC isquêmico agudo com contraindicação para trombólise (sangramento recente) → suporte clínico e tratamento conservador.

Resumo-Chave

O paciente apresenta AVC isquêmico agudo (NIHSS 14, TC sem sangramento, hipodensidade ACM direita) dentro da janela terapêutica. No entanto, o sangramento gastrointestinal recente (Forrest IIA há 3 semanas) é uma contraindicação absoluta para trombólise química. A trombectomia mecânica seria uma opção se houvesse indicação e ausência de contraindicações, mas o caso não fornece detalhes para essa decisão e a opção C é mais abrangente para a situação.

Contexto Educacional

O acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico agudo é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e manejo adequado. A trombólise química com alteplase é a principal terapia de reperfusão, mas possui uma janela terapêutica estrita e diversas contraindicações. Neste caso, o paciente apresenta um AVC isquêmico agudo com NIHSS elevado e está dentro da janela de tempo. No entanto, o antecedente de doença ulcerosa péptica com sangramento Forrest IIA há 3 semanas configura uma contraindicação absoluta para a trombólise química devido ao risco aumentado de hemorragia. A trombectomia mecânica pode ser uma opção para oclusões de grandes vasos, mas a decisão depende de critérios de imagem e tempo, não explicitados para justificar a urgência da opção B sem mais dados. Portanto, o próximo passo mais seguro e apropriado é o suporte clínico com tratamento conservador. Isso inclui monitorização rigorosa, controle da pressão arterial (com cautela para não comprometer a perfusão cerebral), manejo da glicemia, prevenção de complicações como pneumonia por aspiração e trombose venosa profunda, e início precoce da reabilitação.

Perguntas Frequentes

Quais são as contraindicações absolutas para a trombólise química no AVC isquêmico?

As contraindicações absolutas incluem sangramento intracraniano, AVC isquêmico prévio nos últimos 3 meses, traumatismo cranioencefálico grave ou cirurgia nos últimos 3 meses, sangramento gastrointestinal recente (últimas 3 semanas), plaquetas < 100.000, INR > 1.7, entre outras.

Quando a trombectomia mecânica é uma opção no AVC isquêmico agudo?

A trombectomia mecânica é indicada para pacientes com oclusão de grande vaso na circulação anterior, que podem ser tratados em até 24 horas do início dos sintomas, especialmente se houver mismatch clínico-radiológico, e que não tenham contraindicações.

Qual o manejo da hipertensão arterial em pacientes com AVC isquêmico agudo que não são candidatos à trombólise?

Em pacientes não trombolisados, a pressão arterial geralmente não deve ser reduzida agressivamente, a menos que seja > 220/120 mmHg ou haja evidência de lesão de órgão-alvo. O objetivo é manter a perfusão cerebral.

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