HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2020
Em relação aos critérios de inclusão para administração da terapia fibrinolítica em pacientes com quadro de Acidente Vascular Cerebral Isquêmico Agudo, assinale a alternativa correta:
Terapia fibrinolítica AVCi: janela de 4,5h, idade >18 anos, sem sangramento/lesão >1/3 ACM na TC, sem melhora espontânea.
A terapia fibrinolítica no AVC isquêmico agudo é tempo-dependente e possui critérios rigorosos de inclusão e exclusão. A janela terapêutica de 4,5 horas é crucial, assim como a exclusão de hemorragia intracraniana ou infarto extenso na TC de crânio.
O Acidente Vascular Cerebral Isquêmico Agudo (AVCi) é uma emergência médica que requer reconhecimento e tratamento rápidos para minimizar o dano cerebral. A terapia fibrinolítica com alteplase (rTPA) é o tratamento de escolha para pacientes elegíveis, visando a recanalização da artéria ocluída e a restauração do fluxo sanguíneo. Os critérios de inclusão para a trombólise são rigorosos e visam maximizar o benefício e minimizar os riscos de sangramento. Incluem o início dos sintomas neurológicos até 4,5 horas, idade maior de 18 anos, e ausência de hemorragia ou infarto extenso (mais de 1/3 do território da artéria cerebral média) na TC de crânio. A ausência de melhora espontânea do déficit neurológico também corrobora a necessidade da intervenção. A adesão estrita a esses critérios é fundamental para garantir a segurança e a eficácia do tratamento. O manejo do AVCi é uma corrida contra o tempo, e a equipe médica deve estar preparada para avaliar rapidamente o paciente, realizar os exames necessários e iniciar a terapia fibrinolítica quando indicada, sempre considerando os riscos e benefícios.
A janela terapêutica padrão para a administração de alteplase (rTPA) no AVC isquêmico agudo é de até 4 horas e 30 minutos do início dos sintomas neurológicos, sendo crucial para a eficácia do tratamento.
A TC de crânio é essencial para excluir hemorragia intracraniana, que é uma contraindicação absoluta à trombólise, e para identificar sinais precoces de infarto extenso, que podem contraindicar o tratamento.
Critérios de exclusão incluem sangramento ativo, AVC hemorrágico prévio, cirurgia recente, trauma craniano grave, plaquetopenia, uso de anticoagulantes orais diretos sem reversão, entre outros, visando a segurança do paciente.
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