SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2025
Paciente de 65 anos, sexo masculino, portador de Hipertensão Arterial Sistêmica e Dislipidemia apresentou desvio de comissura labial e plegia de membro superior esquerdo de instalação súbita e procurou atendimento médico imediatamente. Ao chegar no pronto-socorro, realizou tomografia de crânio rapidamente e o laudo foi normal. Qual seria o tratamento mais adequado?
AVC isquêmico agudo: TC normal nas primeiras horas não exclui, trombolisar se dentro da janela e sem contraindicações.
Em casos de suspeita clínica de AVC isquêmico agudo, uma tomografia de crânio normal nas primeiras horas não descarta o diagnóstico, pois as alterações isquêmicas podem não ser visíveis inicialmente. A conduta prioritária é avaliar a elegibilidade para trombólise, que deve ser iniciada o mais rápido possível dentro da janela terapêutica.
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico agudo é uma emergência médica que exige reconhecimento e tratamento imediatos para minimizar o dano cerebral e melhorar o prognóstico do paciente. Caracterizado pela interrupção do fluxo sanguíneo para uma parte do cérebro, é a principal causa de incapacidade neurológica em adultos e a segunda causa de morte globalmente. A rápida identificação dos sintomas e o transporte para um centro especializado são cruciais para o sucesso do tratamento. A fisiopatologia envolve a oclusão de um vaso cerebral, levando à isquemia e, se não revertida, ao infarto do tecido cerebral. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na instalação súbita de déficits neurológicos focais. A tomografia de crânio (TC) é o exame de imagem inicial de escolha, não para confirmar a isquemia (que pode não ser visível nas primeiras horas), mas para excluir hemorragia intracraniana, que contraindicaria a terapia trombolítica. A ressonância magnética (RM) pode ser mais sensível para detectar isquemia precoce, mas não deve atrasar a decisão de trombólise. O tratamento mais eficaz para o AVC isquêmico agudo é a trombólise endovenosa com ativador de plasminogênio tecidual (t-PA), como a alteplase, administrada dentro da janela terapêutica (geralmente até 4,5 horas do início dos sintomas). A seleção rigorosa dos pacientes, considerando as contraindicações, é fundamental para evitar complicações hemorrágicas. Além da trombólise, a trombectomia mecânica pode ser indicada em casos selecionados de oclusão de grandes vasos, estendendo a janela terapêutica. O manejo pós-trombólise inclui monitoramento rigoroso e controle da pressão arterial para otimizar o fluxo cerebral e prevenir complicações.
Os sinais e sintomas de um AVC isquêmico agudo incluem fraqueza ou dormência súbita em um lado do corpo (face, braço ou perna), dificuldade para falar ou entender a fala, confusão, problemas de visão em um ou ambos os olhos, e tontura súbita ou perda de equilíbrio. A instalação é geralmente súbita e unilateral.
A tomografia de crânio pode ser normal nas primeiras horas de um AVC isquêmico agudo porque as alterações visíveis no tecido cerebral (como edema ou infarto estabelecido) levam tempo para se desenvolver. O principal objetivo da TC inicial é descartar hemorragia intracraniana, que contraindicaria a trombólise.
A janela terapêutica padrão para a trombólise endovenosa com alteplase é de até 4,5 horas do início dos sintomas. As principais contraindicações incluem hemorragia intracraniana, AVC prévio recente, cirurgia recente, trauma craniano grave, uso de anticoagulantes orais com INR elevado, e hipertensão arterial não controlada.
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