Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2025
Uma mulher de 62 anos, hipertensa e diabética, é admitida no pronto-socorro com queixa de dificuldade para caminhar, alteração de fala e perda de força a direita iniciada há 3 horas. Ao exame físico, apresenta hemiplegia a direita, disartria, e afasia global. Pela escala de avaliação do NIHSS, ela preenche 18 pontos. A pressão arterial é de 170/100 mmHg. A tomografia computadorizada de crânio sem contraste é normal. Qual é o próximo passo mais adequado no manejo inicial?
AVC isquêmico agudo < 4,5h com TC normal → iniciar trombólise com alteplase e AngioTC.
Em um AVC isquêmico agudo dentro da janela terapêutica (até 4,5 horas), a tomografia de crânio normal exclui hemorragia, tornando a trombólise venosa com alteplase a conduta prioritária. O controle da pressão arterial é importante, mas não deve atrasar a trombólise se estiver dentro dos limites aceitáveis.
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico agudo é uma emergência médica tempo-dependente, onde cada minuto de atraso no tratamento resulta na perda de milhões de neurônios. A identificação rápida dos sintomas e o transporte imediato para um centro especializado são cruciais. A fisiopatologia envolve a oclusão de um vaso cerebral, levando à isquemia e infarto do tecido nervoso. O diagnóstico inicial é clínico, baseado nos sintomas neurológicos súbitos, e confirmado por imagem. A tomografia computadorizada de crânio sem contraste é o exame de escolha inicial para excluir hemorragia intracraniana, que contraindicaria a trombólise. Em casos de AVC isquêmico, a TC pode ser normal nas primeiras horas. A escala NIHSS quantifica a gravidade do déficit neurológico e auxilia na decisão terapêutica. A trombólise venosa com alteplase é o tratamento padrão ouro para AVC isquêmico agudo, desde que administrada dentro da janela terapêutica de 4,5 horas do início dos sintomas. A Angiotomografia de crânio e pescoço é fundamental para identificar a oclusão de grandes vasos e avaliar a possibilidade de trombectomia mecânica, que pode ser indicada em casos selecionados, estendendo a janela terapêutica em algumas situações. O manejo da pressão arterial é importante, mas não deve atrasar a trombólise se os valores estiverem dentro dos limites aceitáveis.
Os critérios incluem diagnóstico de AVC isquêmico, início dos sintomas há menos de 4,5 horas, idade > 18 anos, e exclusão de hemorragia intracraniana por tomografia de crânio. Existem também critérios de exclusão, como sangramentos recentes ou cirurgias maiores.
A TC de crânio sem contraste é crucial para diferenciar um AVC isquêmico de um AVC hemorrágico. Sua principal função é excluir hemorragia, permitindo a administração segura de trombólise se o AVC for isquêmico e dentro da janela terapêutica.
A pressão arterial deve ser controlada para valores <185/110 mmHg antes da trombólise e mantida <180/105 mmHg nas primeiras 24 horas após. Um controle excessivamente rigoroso antes da trombólise pode comprometer a perfusão cerebral e não deve atrasar o tratamento.
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