FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2021
Homem de 62 anos, hipertenso há 10 anos, procura serviço hospitalar relatando que há 3 horas, acordou notando hemiparesia à esquerda e disartria. Ao exame físico, apresentava FC 70 bpm, PA de 190 x 110 mmHg, ausculta cardíaca e pulmonar normal, exame neurológico, Glasgow 14, com força motora grau III em membros superior e inferior esquerdos. Escala NIHSS = 15. Glicemia capilar de entrada de 79 mg/dL e tomografia de crânio sem contraste com área de isquemia em território de artéria cerebral média direita. Paciente é monitorizado. A conduta preconizada é:
AVC isquêmico agudo com PA > 185/110 mmHg → Não trombólise, iniciar AAS, estatina e profilaxia TEV.
Em AVC isquêmico agudo, a pressão arterial deve ser <185/110 mmHg para trombólise. Se a PA estiver acima desse limite e não puder ser controlada rapidamente, ou se houver outras contraindicações, o manejo inclui AAS, estatina e profilaxia para tromboembolismo venoso, com controle mais permissivo da PA (até 220/120 mmHg).
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico agudo é uma emergência médica que requer reconhecimento e manejo rápidos para minimizar o dano cerebral. A hipertensão é um dos principais fatores de risco e também um desafio no manejo agudo. A decisão de trombolisar com alteplase depende de uma janela de tempo (geralmente até 4,5 horas do início dos sintomas) e da ausência de contraindicações, incluindo níveis pressóricos elevados. A pressão arterial é um fator crítico no manejo do AVC isquêmico. Para pacientes elegíveis à trombólise, a PA deve ser <185/110 mmHg. Se a PA estiver acima desse limite, deve ser reduzida cuidadosamente antes da administração da alteplase. Para pacientes que não são candidatos à trombólise, a hipertensão é geralmente tolerada até 220/120 mmHg nas primeiras 24-48 horas, pois uma redução agressiva pode comprometer a perfusão cerebral em área de penumbra. A conduta para pacientes com AVC isquêmico agudo não elegíveis para trombólise inclui a administração de antiagregantes plaquetários (AAS) nas primeiras 24-48 horas, terapia com estatina de alta intensidade para estabilização de placa e prevenção secundária, e profilaxia para tromboembolismo venoso (TEV) devido à imobilidade, que pode ser mecânica inicialmente e farmacológica após 24-48 horas, se não houver risco de transformação hemorrágica.
Para trombólise com alteplase, a pressão arterial deve ser mantida abaixo de 185/110 mmHg antes do tratamento e durante as primeiras 24 horas após.
Se a trombólise não é possível, a conduta inclui AAS, estatina de alta intensidade e profilaxia para tromboembolismo venoso, com controle mais permissivo da PA (até 220/120 mmHg).
Pacientes com AVC isquêmico têm risco aumentado de trombose venosa profunda e embolia pulmonar devido à imobilidade, sendo crucial a profilaxia mecânica e, posteriormente, farmacológica.
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