AVC Isquêmico: Trombólise e Suas Contraindicações Críticas

INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2017

Enunciado

José da Silva tem 65 anos, é diabético, hipertenso, etilista, em uso de captopril, AAS, propranolol e metformina. O Sr José é tabagista e trabalhava como porteiro até seis meses atrás, quando foi demitido. Desde então, o Sr José aumentou consideravelmente sua ingesta alcoólica, chegando a tomar 01 garrafa de aguardente diariamente. O uso de cigarros também aumentou bastante, e atualmente ele fuma 02 maços de cigarros por dia. Hoje, enquanto estava bebendo com os amigos, o Sr José apresentou quadro súbito de perda da consciência. Foi imediatamente levado ao pronto-socorro onde se apresentava com fala arrastada e com hemiparesia à esquerda. Tomografia computadorizada de crânio revelou grande área isquêmica ocupando praticamente todo o hemisfério cerebral direito. No momento, a pressão arterial do paciente é de 180 x 90 mmHg; FC= 60 bpm e glicemia=120 mg/dL. O médico plantonista, Dr. Rafael, recentemente assistiu a uma palestra sobre trombólise e está avaliando a possibilidade deste tratamento para o Sr. José. Marque a opção correta sobre o caso descrito:

Alternativas

  1. A) A trombólise com estreptoquinase está indicada neste caso, desde que exista neurocirurgião no plantão. 
  2. B) A trombólise com RTP-A está contraindicada neste momento, pois o paciente encontra-se hipertenso. Após reduzir a pressão arterial do paciente, a trombólise deverá ser imediatamente realizada.
  3. C) Infelizmente, como a área de isquemia cerebral é grande, o paciente tem indicação apenas de tratamento clínico de suporte e o risco de sequelas irreversíveis é muito grande.
  4. D) O uso regular de AAS contraindica formalmente a terapia trombolítica no acidente vascular cerebral isquêmico.
  5. E) Apesar de ser prática corrente nos casos de infarto agudo do miocárdico, o uso de terapia trombolítica nos casos de acidente vascular cerebral isquêmico ainda é realizada apenas para fins de pesquisa. Assim, o Dr. Rafael deve lembrar-se de que não existe autorização formal da ANVISA para uso de trombolíticos para o tratamento do acidente vascular cerebral.

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