FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2025
Paciente, sexo masculino, 49 anos, farmacêutico, com antecedentes de HAS e DM 2 em uso irregular de losartana, hidroclorotiazida e metformina. Deu entrada no serviço de emergência do hospital, transportado pelo SAMU, com relato de hemiparesia braquiofacial à direita, de início súbito, além de disartria há 1h30 da admissão. Nega histórico de trauma, convulsão, sangramentos, cirurgia recente ou episódios semelhantes anteriormente. Ao exame físico: estado geral regular, desidratado 1+/4+, anictérico, afebril; ritmo cardíaco irregular em 2 tempos, bulhas normofonéticas, sem sopro, frequência cardíaca: 125 bpm, PA: 180 x 100 mmHg; FR: 18 irpm, SatO2: 98%; ECG 14 (AO 4 / RV: 4 / RM 6), vigil, disartrico, pupilas isofotorreagentes, força muscular 0/5 em hemicorpo direito e 5/5 em hemicorpo esquerdo; NIHSS: 12 (4. 2 + 5a. 4+ 6a 4+ 10. 2); Rankin prévio à admissão 0 e sem resultado de exames laboratoriais. Sobre o caso, é CORRETO afirmar:
AVC isquêmico agudo com FA e HAS/DM → principais mecanismos são embolia cardíaca e aterotrombose.
O paciente apresenta um quadro clássico de AVC isquêmico agudo, com fatores de risco importantes (HAS, DM, FA irregular). A fibrilação atrial é uma causa comum de embolia cardíaca, e a HAS/DM contribuem para aterotrombose, sendo os mecanismos etiológicos mais prováveis.
O Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI) é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e manejo adequado para minimizar a morbimortalidade. O caso clínico apresenta um paciente com fatores de risco clássicos como hipertensão arterial sistêmica (HAS) e diabetes mellitus tipo 2 (DM2), além de fibrilação atrial (evidenciada pelo ritmo cardíaco irregular e ECG), que são predisponentes importantes para o AVCI. Os principais mecanismos etiológicos do AVCI são a aterotrombose e a embolia. A aterotrombose ocorre quando uma placa aterosclerótica em uma artéria cerebral ou carotídea se rompe, formando um trombo que oclui o vaso. A embolia, por sua vez, geralmente tem origem cardíaca (como na fibrilação atrial, onde trombos se formam no átrio e migram para o cérebro) ou de grandes vasos (placas ateroscleróticas na aorta ou carótidas). O paciente em questão, com FA e HAS/DM, tem risco elevado para ambos. A abordagem inicial de um paciente com suspeita de AVCI inclui a estabilização, avaliação neurológica (NIHSS), e realização urgente de neuroimagem (TC de crânio sem contraste para excluir hemorragia). A trombólise com alteplase é uma opção terapêutica crucial dentro da janela de tempo, mas requer a exclusão de sangramento. O conhecimento aprofundado da fisiopatologia e dos protocolos de manejo é fundamental para residentes em neurologia e emergência.
Os principais mecanismos são a aterotrombose (formação de trombo em placa aterosclerótica em grandes vasos), a embolia cardíaca (como na fibrilação atrial), oclusão de pequenos vasos (doença lacunar) e causas menos comuns como dissecção arterial ou estados de hipercoagulabilidade.
A fibrilação atrial é um fator de risco significativo para AVC isquêmico, pois a estase sanguínea nos átrios pode levar à formação de trombos, que podem embolizar para o cérebro, causando um AVC cardioembólico.
A TC de crânio sem contraste é o exame inicial mais rápido e acessível para excluir hemorragia intracraniana, que é uma contraindicação absoluta para a trombólise. A identificação da isquemia em si pode não ser visível nas primeiras horas.
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