HRAC-USP/Centrinho - Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais - Bauru (SP) — Prova 2024
Paciente do sexo feminino, 68 anos, previamente portadora de HAS e diabetes melito. Procura o departamento de emergência com queixa de cefaleia súbita há 16 horas, associada a dificuldade de movimentar o hemicorpo direito e desvio de rima labial para a esquerda. Ao exame físico: PA: 150x100 mmHg, FC: 72 irpm, ritmo cardíaco irregular, hemiparesia completa proporcionada à direita, disartria, anomia e hemi-hipoestesia direita.Considere a anamnese e o exame de imagem demonstrado a seguir: Assinale o tratamento farmacológico indicado
AVC isquêmico > 4,5h de início → trombólise contraindicada; iniciar AAS após TC de crânio sem sangramento.
Em casos de AVC isquêmico agudo, a janela terapêutica para trombólise com alteplase é de até 4,5 horas do início dos sintomas. Se o paciente se apresenta fora dessa janela, a conduta inicial, após exclusão de hemorragia intracraniana por imagem, é a administração de antiagregantes plaquetários como a aspirina.
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico é uma emergência neurológica que exige reconhecimento e tratamento rápidos para minimizar o dano cerebral. A apresentação clínica, como cefaleia súbita, hemiparesia, disartria e anomia, é típica. Fatores de risco como hipertensão arterial e diabetes melito, além de arritmias como a fibrilação atrial (sugerida pelo ritmo cardíaco irregular), aumentam a probabilidade de um AVC cardioembólico. O diagnóstico precoce e a diferenciação entre AVC isquêmico e hemorrágico são feitos por neuroimagem (tomografia ou ressonância magnética). A janela terapêutica para trombólise intravenosa com alteplase é crítica, sendo de até 4,5 horas do início dos sintomas para a maioria dos pacientes. Fora dessa janela, os riscos de hemorragia superam os benefícios. Para pacientes que se apresentam fora da janela de trombólise, a conduta farmacológica inicial, após a exclusão de sangramento, inclui a administração de antiagregantes plaquetários, como a aspirina, para prevenir a progressão do evento isquêmico. O manejo da pressão arterial e o controle de comorbidades também são fundamentais. A identificação de sinais neurológicos focais associados à vertigem é crucial para diferenciar um AVC de causas periféricas de vertigem.
A principal indicação para trombólise com alteplase em AVC isquêmico é a apresentação do paciente dentro de 4,5 horas do início dos sintomas, após exclusão de hemorragia intracraniana por neuroimagem e ausência de outras contraindicações.
A aspirina é um antiagregante plaquetário que reduz o risco de eventos isquêmicos recorrentes. Em pacientes com AVC isquêmico que não são candidatos à trombólise (devido ao tempo de início ou outras contraindicações), a aspirina é iniciada dentro de 24-48 horas para prevenir a progressão do trombo ou a formação de novos trombos.
Sinais de alerta de AVC de circulação posterior incluem vertigem súbita, ataxia, disartria, disfagia, diplopia e fraqueza ou dormência em um ou ambos os lados do corpo. A presença de múltiplos sintomas neurológicos focais é crucial para o diagnóstico.
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