INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2021
Uma mulher de 61 anos foi trazida ao pronto-socorro devido à disartria e hemiparesia direita há 3 horas. Ela estava em uma reunião de trabalho quando, subitamente, iniciou com os sinais e sintomas. O serviço móvel de urgência foi acionado e, após a avaliação inicial, fez contato com o pronto-socorro para a receber a paciente. Não há relato de episódios prévios, infarto do miocárdio, cirurgias ou hemorragia recentemente, apenas de hipertensão arterial há 10 anos, em uso de losartana 50 mg, 2 vezes ao dia. O exame físico não apresenta maiores alterações, exceto por redução de força em membro superior e inferior direito. A paciente estava alerta, contudo, parecia ter alguma dificuldade para compreensão dos comandos do médico urgencista. Sua pressão arterial é de 120 x 80 mmHg, frequência cardíaca = 92 bpm, com 18 movimentos respiratórios por minuto. Se a tomografia computadorizada de crânio não mostrar sinais de sangramento, a conduta a ser adotada imediatamente é
AVCI agudo com janela terapêutica (<4,5h) e TC sem sangramento → Trombólise com Alteplase IV é a conduta imediata.
Em casos de suspeita de AVCI agudo, a avaliação rápida com tomografia de crânio para excluir hemorragia é crucial. Se não houver sangramento e o paciente estiver dentro da janela terapêutica (geralmente 4,5 horas do início dos sintomas), a trombólise com Alteplase intravenosa é a conduta de escolha para reperfusão.
O Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI) é uma emergência neurológica que exige reconhecimento e tratamento imediatos para minimizar o dano cerebral e melhorar o prognóstico funcional do paciente. A disartria e hemiparesia súbitas são sinais clássicos, e a idade da paciente (61 anos) a coloca em um grupo de risco, especialmente com histórico de hipertensão. A avaliação inicial no pronto-socorro deve ser rápida e incluir uma tomografia computadorizada de crânio para excluir hemorragia intracraniana. Se a TC não mostrar sangramento e o paciente estiver dentro da janela terapêutica (até 4,5 horas do início dos sintomas para a maioria dos casos), a trombólise endovenosa com Alteplase (ativador do plasminogênio tecidual recombinante) é o tratamento padrão-ouro. A administração de Alteplase visa dissolver o trombo que está ocluindo o vaso cerebral, restabelecendo o fluxo sanguíneo. É crucial aderir estritamente aos critérios de inclusão e exclusão para evitar complicações hemorrágicas. O tratamento endovascular pode ser considerado em casos selecionados, especialmente para oclusões de grandes vasos, mas a trombólise IV é a primeira linha quando indicada e o tempo é um fator crítico para o sucesso do tratamento.
Os sinais e sintomas de um AVCI agudo são de início súbito e podem incluir fraqueza ou dormência em um lado do corpo (hemiparesia/hemiplegia), dificuldade para falar (disartria ou afasia), dificuldade para compreender (afasia receptiva), desvio da rima labial, alterações visuais e perda de equilíbrio.
A tomografia computadorizada de crânio é fundamental no manejo inicial do AVCI para excluir hemorragia intracraniana. A presença de sangramento contraindica a trombólise com Alteplase, pois aumentaria o risco de complicações hemorrágicas graves. Se não houver sangramento, a trombólise pode ser considerada.
Os critérios incluem diagnóstico de AVCI isquêmico, ausência de hemorragia na TC de crânio, início dos sintomas dentro da janela terapêutica (geralmente 4,5 horas), idade ≥ 18 anos e ausência de contraindicações como cirurgia recente, sangramento ativo, uso de anticoagulantes orais com INR elevado, entre outros.
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