HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2025
Paciente masculino, 60 anos, com história de hipertensão arterial mal controlada, trazido ao pronto -socorro por familiares com quadro de cefaleia intensa, náuseas, vômitos e alteração do estado mental iniciado há aproximadamente 2h. No exame inicial, apresenta-se desorientado no tempo e espaço, PA 210/120 mmHg, FC 88 bpm, saturação de oxigênio de 96% em ar ambiente. Exame neurológico: déficit motor em dimídio direito e disartria. Assinale a alternativa correta:
AVC hemorrágico + HAS grave → Reduzir PAM em 25% nas primeiras 24h com anti-hipertensivo IV.
Em pacientes com suspeita de AVC e hipertensão grave, a prioridade é a realização de TC de crânio para diferenciar AVC isquêmico de hemorrágico. No AVC hemorrágico, o controle da pressão arterial é crucial para limitar o hematoma, mas deve ser gradual para evitar hipoperfusão cerebral.
O acidente vascular cerebral (AVC) é uma emergência neurológica que exige reconhecimento e manejo rápidos. A diferenciação entre AVC isquêmico e hemorrágico é o primeiro passo crítico, geralmente realizado por tomografia computadorizada (TC) de crânio, pois as abordagens terapêuticas são distintas. A hipertensão arterial é um fator de risco importante e frequentemente presente na apresentação aguda do AVC. No contexto de um AVC hemorrágico, como sugerido pelo quadro de cefaleia intensa, vômitos, alteração do estado mental e déficit neurológico focal em paciente hipertenso, o controle da pressão arterial é um pilar do tratamento. A pressão arterial elevada pode levar à expansão do hematoma e piora do prognóstico. No entanto, a redução deve ser cuidadosa para não comprometer a perfusão cerebral em áreas adjacentes ao hematoma. As diretrizes atuais recomendam o uso de anti-hipertensivos intravenosos de ação rápida e curta para uma redução gradual da pressão arterial. O objetivo é geralmente uma redução da pressão arterial média (PAM) em cerca de 25% nas primeiras 24 horas, ou manter a pressão arterial sistólica em torno de 140-160 mmHg, dependendo das diretrizes e da condição clínica do paciente. Essa abordagem visa minimizar o risco de expansão do hematoma sem induzir isquemia cerebral.
A tomografia computadorizada de crânio é fundamental para diferenciar rapidamente um AVC isquêmico de um AVC hemorrágico, pois o manejo e as contraindicações terapêuticas são drasticamente diferentes, especialmente em relação à trombólise.
Em pacientes com AVC hemorrágico e hipertensão grave, o alvo é reduzir a pressão arterial sistólica para 140-160 mmHg ou a pressão arterial média em 25% nas primeiras 24 horas, utilizando anti-hipertensivos intravenosos de ação rápida e curta.
A redução gradual da pressão arterial é crucial para evitar a hipoperfusão de áreas cerebrais que podem estar em risco (penumbra isquêmica) ou para prevenir a piora da isquemia em pacientes com AVC isquêmico, enquanto no hemorrágico visa limitar a expansão do hematoma sem comprometer a perfusão cerebral.
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