HSJ - Hospital São Julião (MS) — Prova 2015
Uma mulher, 68 anos, sem comorbidades prévias conhecidas, começou a apresentar, subitamente, hemiplegia direita. É trazida à emergência por seu esposo, 30 minutos após o início do quadro neurológico. Ao exame: paciente vígil; consciente; PA: 170 x 100 mmHg; hemiplégica à direita e afásica. Exames laboratoriais normais e TC de crânio sem contraste: sem anormalidades. Diante do caso, assinale a conduta terapêutica CORRETA:
AVC isquêmico agudo < 4,5h + TC normal + PA controlada → Trombólise com rt-PA.
Em um paciente com suspeita de AVC isquêmico agudo dentro da janela terapêutica (até 4,5 horas do início dos sintomas) e sem evidência de hemorragia na TC de crânio, a trombólise intravenosa com alteplase é a conduta de escolha, desde que a pressão arterial esteja dentro dos limites aceitáveis.
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico agudo é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e intervenção imediata para minimizar o dano cerebral e melhorar o prognóstico funcional do paciente. A apresentação súbita de déficits neurológicos focais, como hemiplegia e afasia, é altamente sugestiva. A epidemiologia do AVC o coloca como uma das principais causas de mortalidade e incapacidade em todo o mundo, ressaltando a importância do manejo adequado. A fisiopatologia envolve a oclusão de um vaso cerebral, levando à isquemia e necrose neuronal. O tempo é cérebro, e a janela terapêutica para a trombólise intravenosa com alteplase (rt-PA) é de até 4,5 horas do início dos sintomas, sendo crucial para a recanalização do vaso e reperfusão da área isquêmica. Antes da trombólise, uma tomografia computadorizada de crânio sem contraste é imperativa para excluir hemorragia intracraniana, que contraindicaria o tratamento. O manejo da pressão arterial também é vital, devendo ser mantida abaixo de 185/110 mmHg para a trombólise e abaixo de 180/105 mmHg nas 24 horas subsequentes. Para o residente, a capacidade de identificar rapidamente um AVC isquêmico, avaliar a elegibilidade para trombólise e iniciar o tratamento dentro da janela terapêutica é uma competência essencial. A monitorização neurológica e da pressão arterial pós-trombólise é igualmente importante para detectar complicações como transformação hemorrágica. O conhecimento dos critérios de inclusão e exclusão, bem como do protocolo de administração do rt-PA, é fundamental para a prática segura e eficaz.
Os critérios incluem diagnóstico de AVC isquêmico, início dos sintomas há menos de 4,5 horas, TC de crânio sem hemorragia, e pressão arterial controlada (sistólica <185 mmHg e diastólica <110 mmHg) antes do tratamento.
A TC de crânio sem contraste é fundamental para excluir hemorragia intracraniana, que é uma contraindicação absoluta para a trombólise devido ao risco de agravamento do sangramento e piora do quadro neurológico.
A pressão arterial deve ser mantida abaixo de 185/110 mmHg antes da trombólise e abaixo de 180/105 mmHg nas primeiras 24 horas após o procedimento, utilizando anti-hipertensivos intravenosos de ação rápida se necessário.
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