HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2023
O senhor Alfredo e a dona Miriam têm, respectivamente, 80 e 78 anos de idade, e são casados há 60 anos. Moram em uma cidade de 50 mil habitantes e seus filhos e netos moram em uma cidade de maior porte a, aproximadamente, 150 quilômetros. Em um final de semana, o senhor Alfredo passa mal, é levado ao serviço de urgência por um vizinho, e a dona Miriam recebe a notícia de que ele sofreu um acidente vascular cerebral. Após vários dias no hospital, recebe alta com hemiparesia à esquerda e afasia. Assinale a alternativa correta quanto ao processo de recuperação do senhor Alfredo.
Reabilitação pós-AVC em idosos → abordagem multiprofissional da atenção básica, com suporte familiar e planejamento individualizado.
A recuperação de um idoso após AVC com sequelas como hemiparesia e afasia exige um plano de cuidados abrangente, envolvendo a atenção básica, a família e a comunidade, focado na reabilitação e na manutenção da autonomia possível no ambiente familiar.
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais causas de morbimortalidade e incapacidade em idosos, resultando frequentemente em sequelas como hemiparesia, afasia e déficits cognitivos. A recuperação pós-AVC é um processo longo e complexo que exige uma abordagem multidisciplinar e um plano de cuidados individualizado, especialmente no contexto domiciliar. A atenção básica em saúde desempenha um papel crucial na coordenação desses cuidados, atuando como elo entre o paciente, a família e os demais níveis de atenção. É responsabilidade da equipe de saúde da atenção básica avaliar as necessidades do paciente e da família, orientar sobre a reabilitação, adaptações do ambiente e manejo das sequelas, além de oferecer suporte psicossocial. O planejamento da alta hospitalar deve ser integrado e envolver a família, que é o principal pilar de suporte. A equipe deve construir, em conjunto com a família, a melhor forma de prosseguir os cuidados, considerando os recursos disponíveis na comunidade e a manutenção da autonomia do idoso. A institucionalização ou a mudança de domicílio devem ser consideradas apenas após esgotadas as possibilidades de cuidado no ambiente familiar, com o devido suporte.
A atenção básica é fundamental para coordenar o cuidado domiciliar, realizar visitas, orientar a família, monitorar a saúde do paciente, e articular com serviços de reabilitação e assistência social, promovendo a continuidade do cuidado.
Os desafios incluem a necessidade de adaptações no ambiente, a sobrecarga do cuidador principal, a adesão à reabilitação, o manejo de complicações (escaras, infecções) e a manutenção da qualidade de vida e autonomia do idoso.
A família deve ser orientada e capacitada pela equipe de saúde para auxiliar nas atividades diárias, estimular a reabilitação, identificar sinais de alerta e oferecer suporte emocional ao paciente e ao cuidador, sendo um pilar essencial na recuperação.
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