AVC Agudo: Exames Diagnósticos Iniciais Essenciais

HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2020

Enunciado

Homem, 65 anos, com história de "arritmia cardíaca", iniciou há uma hora com quadro súbito de hemiparesia esquerda completa (força muscular grau 3), alteração de sensibilidade do hemicorpo esquerdo e desvio parcial do olhar conjugado para direita. Não apresenta cefaleia, alteração de consciência, desorientação ou alteração de linguagem. Consegue obedecer a ordens e responder a perguntas simples sem dificuldade. Eupneico, com boa perfusão periférica. Frente ao quadro clínico, marque a alternativa que lista os exames diagnósticos que devem ser solicitados para avaliação inicial desse paciente.

Alternativas

  1. A) Ultrassonografia de carótidas, ecocardiografia transesofágica e eletroencefalograma
  2. B) Ultrassonografia de carótidas, hemograma com plaquetas e eletrocardiograma
  3. C) Tomografia ou ressonância magnética de crânio, punção lombar, glicose sérica
  4. D) Tomografia ou ressonância magnética de crânio, eletrocardiograma e glicose sérica

Pérola Clínica

Suspeita de AVC agudo → TC/RM de crânio (excluir hemorragia), ECG (arritmia), glicemia (hipoglicemia mimetiza AVC).

Resumo-Chave

Em um quadro de AVC agudo, a prioridade é diferenciar entre isquêmico e hemorrágico com TC ou RM de crânio. O ECG é crucial para identificar a fonte cardioembólica (ex: fibrilação atrial), e a glicemia sérica para descartar hipoglicemia, que pode mimetizar sintomas neurológicos.

Contexto Educacional

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma emergência médica que requer diagnóstico e tratamento rápidos para minimizar o dano cerebral e melhorar o prognóstico. A apresentação clínica, como a descrita no enunciado (hemiparesia súbita, alteração de sensibilidade, desvio do olhar conjugado), é altamente sugestiva de AVC, especialmente em um paciente com fatores de risco como arritmia cardíaca (provavelmente fibrilação atrial, uma causa comum de AVC isquêmico cardioembólico). A avaliação inicial de um paciente com suspeita de AVC agudo deve ser rápida e focada em estabelecer o diagnóstico, diferenciar entre AVC isquêmico e hemorrágico, e identificar possíveis causas tratáveis ou condições mimetizadoras. A Tomografia Computadorizada (TC) ou Ressonância Magnética (RM) de crânio são exames de neuroimagem essenciais para essa diferenciação, sendo a TC geralmente a primeira escolha devido à sua rapidez e disponibilidade. Além da neuroimagem, o Eletrocardiograma (ECG) é fundamental para investigar a presença de arritmias cardíacas que possam ser a fonte de êmbolos, como a fibrilação atrial. A Glicemia sérica é um exame simples e crucial para descartar hipoglicemia, uma condição que pode simular um AVC e que tem tratamento imediato e eficaz. Outros exames podem ser solicitados posteriormente, mas os listados na alternativa D são os mais urgentes e informativos na fase inicial.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da neuroimagem (TC ou RM) na avaliação inicial do AVC agudo?

A neuroimagem é fundamental para diferenciar rapidamente entre AVC isquêmico e hemorrágico, o que determina a conduta terapêutica (ex: trombólise para isquêmico, contraindicada em hemorrágico).

Por que o eletrocardiograma (ECG) é um exame inicial importante em casos de AVC?

O ECG é essencial para identificar arritmias cardíacas, como a fibrilação atrial, que é uma causa comum de AVC cardioembólico e requer anticoagulação para prevenção secundária.

Qual o papel da glicemia sérica na avaliação de um paciente com sintomas de AVC?

A hipoglicemia pode mimetizar sintomas neurológicos focais, como hemiparesia, e deve ser rapidamente descartada ou corrigida, pois seu tratamento é simples e evita danos cerebrais.

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