SMS São José dos Pinhais - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2015
Homem, 60 anos, etilista de longa data, iniciou subitamente com afasia e confusão mental enquanto assistia televisão no meio da tarde. No pronto-socorro, horas mais tarde, apresentava dados vitais estáveis e déficit motor sutil em dimídio direito. Solicitando uma tomografia computadorizada de crânio (VER IMAGEM). A causa mais provável é:
Início súbito de déficit neurológico focal em idoso etilista → AVC, sendo hipertensão arterial o fator de risco mais comum.
A apresentação clínica de afasia e confusão mental de início súbito, associada a um déficit motor sutil em um paciente idoso com histórico de etilismo, é altamente sugestiva de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). A hipertensão arterial é o principal fator de risco modificável para AVC, tanto isquêmico quanto hemorrágico.
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais causas de mortalidade e incapacidade em todo o mundo. É caracterizado por um déficit neurológico focal de início súbito, resultante de uma interrupção do fluxo sanguíneo cerebral (AVC isquêmico) ou de uma hemorragia intracraniana (AVC hemorrágico). A epidemiologia do AVC mostra uma maior incidência em idosos, e a presença de fatores de risco modificáveis, como a hipertensão arterial, diabetes mellitus e dislipidemia, é crucial para a prevenção e manejo. No caso apresentado, um homem de 60 anos, etilista de longa data, com afasia e confusão mental súbita e déficit motor sutil em dimídio direito, tem um quadro clínico altamente sugestivo de AVC. O etilismo crônico é um fator de risco bem estabelecido para AVC, principalmente por sua associação com hipertensão arterial, arritmias cardíacas e coagulopatias. A hipertensão arterial é, de longe, o fator de risco mais prevalente e controlável para ambos os tipos de AVC, sendo responsável por uma parcela significativa dos casos. A tomografia computadorizada de crânio é o exame de imagem inicial de escolha para diferenciar AVC isquêmico de hemorrágico, o que é fundamental para guiar a terapia. O tratamento do AVC depende do tipo e da etiologia. No AVC isquêmico, a trombólise intravenosa (com alteplase) ou trombectomia mecânica pode ser indicada em janelas de tempo específicas. No AVC hemorrágico, o manejo é mais conservador, focado no controle da pressão arterial, manejo da pressão intracraniana e, em alguns casos, intervenção cirúrgica. O prognóstico do AVC é variável e depende da extensão da lesão, da rapidez do tratamento e da presença de comorbidades. O controle rigoroso da hipertensão arterial e a modificação de outros fatores de risco são essenciais para a prevenção secundária e para melhorar o prognóstico a longo prazo.
Os principais fatores de risco para AVC incluem hipertensão arterial, diabetes mellitus, dislipidemia, tabagismo, etilismo, fibrilação atrial, obesidade, sedentarismo e histórico familiar de AVC.
O etilismo crônico pode aumentar o risco de AVC por diversas vias, incluindo o desenvolvimento ou agravamento da hipertensão arterial, arritmias cardíacas (como fibrilação atrial), cardiomiopatia alcoólica e alterações na coagulação sanguínea, favorecendo tanto AVC isquêmico quanto hemorrágico.
Os sinais de alerta de AVC incluem fraqueza ou dormência súbita em um lado do corpo (face, braço ou perna), dificuldade súbita para falar ou entender, confusão mental, dificuldade para enxergar em um ou ambos os olhos, tontura súbita, perda de equilíbrio ou coordenação, e dor de cabeça súbita e intensa.
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