CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2021
Vômito é um sintoma típico da Hemorragia Intraparenquimatosa HIP, geralmente relacionado ao aumento da PIC. Sendo correto o item:
Diferenciar AVC isquêmico de hemorrágico clinicamente é difícil; neuroimagem (TC/RM) é essencial para diagnóstico e manejo.
Embora alguns sintomas como vômito e cefaleia súbita sejam mais sugestivos de AVC hemorrágico, a apresentação clínica de AVC isquêmico e hemorrágico pode ser muito semelhante. A neuroimagem (TC de crânio) é o único método confiável para diferenciar os dois e guiar a conduta terapêutica.
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma emergência médica que pode ser classificada como isquêmico (85% dos casos) ou hemorrágico (15% dos casos). Embora o vômito e a cefaleia súbita sejam mais frequentemente associados à hemorragia intraparenquimatosa (HIP) devido ao aumento da pressão intracraniana (PIC), a apresentação clínica de ambos os tipos de AVC pode ser sobreposta e inespecífica. A distinção entre AVC isquêmico e hemorrágico é de suma importância, pois o manejo terapêutico é drasticamente diferente. Enquanto o AVC isquêmico pode se beneficiar de terapias de reperfusão (trombólise endovenosa ou trombectomia mecânica) dentro de uma janela de tempo limitada, o AVC hemorrágico requer manejo para controle da pressão arterial, redução da PIC e, em alguns casos, intervenção cirúrgica. Devido à sobreposição clínica e às implicações terapêuticas, a neuroimagem de emergência, preferencialmente a tomografia computadorizada (TC) de crânio sem contraste, é fundamental e indispensável para o diagnóstico diferencial. A TC permite identificar rapidamente a presença de sangramento, descartando o AVC hemorrágico e permitindo a consideração de terapias de reperfusão para o AVC isquêmico dentro da janela terapêutica.
Sintomas como cefaleia súbita e intensa, vômitos, alteração do nível de consciência e déficits neurológicos focais de início abrupto podem sugerir AVC hemorrágico, mas não são patognomônicos.
A TC de crânio é essencial porque permite diferenciar rapidamente um AVC isquêmico de um AVC hemorrágico, o que é crítico para decidir a conduta terapêutica, especialmente se a trombólise for considerada para o AVC isquêmico.
Um diagnóstico incorreto pode levar a tratamentos inadequados e potencialmente perigosos, como a administração de trombólise para um AVC hemorrágico, que agravaria o sangramento e pioraria o prognóstico do paciente.
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