AVC Agudo: TC de Crânio como Exame de Imagem Inicial

UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2022

Enunciado

Assinale a assertiva correta sobre a indicação de exames de imagem no atendimento emergencial de pacientes com acidente vascular cerebral (AVC).

Alternativas

  1. A) Tomografia computadorizada de crânio sem contraste tem baixa sensibilidade para detecção de AVC hemorrágico (hemorragia intraparenquimatosa).
  2. B) A imagem ponderada em T2 de ressonância magnética de crânio é mais sensível do que a de tomografia computadorizada de crânio sem contraste para o diagnóstico de AVC isquêmico nas 2 horas subsequentes ao início dos sintomas.
  3. C) A adição de contraste na tomografia computadorizada de crânio aumenta a chance de detecção de AVC agudo.
  4. D) Tomografia computadorizada de crânio é o exame de escolha para o atendimento de AVC agudo na maioria dos casos.

Pérola Clínica

Na emergência de AVC, TC de crânio sem contraste é a primeira escolha para excluir hemorragia e guiar a trombólise.

Resumo-Chave

A tomografia computadorizada de crânio sem contraste é o exame de imagem inicial preferencial no AVC agudo devido à sua rapidez, ampla disponibilidade e alta sensibilidade para detectar hemorragia intracraniana, o que é fundamental para decidir sobre a terapia trombolítica.

Contexto Educacional

O acidente vascular cerebral (AVC) é uma emergência médica que exige diagnóstico e tratamento rápidos para minimizar o dano cerebral e melhorar o prognóstico do paciente. A imagem cerebral é um componente crítico da avaliação inicial, sendo fundamental para diferenciar entre AVC isquêmico e hemorrágico. A tomografia computadorizada (TC) de crânio sem contraste é o exame de imagem de escolha na maioria dos serviços de emergência para pacientes com suspeita de AVC agudo. Sua principal vantagem reside na rapidez e na alta sensibilidade para detectar hemorragia intracraniana, que é uma contraindicação absoluta para a terapia trombolítica com alteplase. A TC também pode mostrar sinais precoces de isquemia, embora com menor sensibilidade que a ressonância magnética (RM) nas primeiras horas. A ressonância magnética, especialmente com sequências de difusão (DWI), é mais sensível para detectar isquemia cerebral aguda, mas sua disponibilidade e tempo de aquisição limitam seu uso como exame de primeira linha na emergência. A adição de contraste na TC não é necessária para a distinção inicial entre AVC isquêmico e hemorrágico e não aumenta a chance de detecção de AVC agudo, embora possa ser útil em outras situações ou para avaliação de vasos. Portanto, a TC sem contraste é a ferramenta mais prática e eficaz para guiar as decisões terapêuticas urgentes no AVC agudo.

Perguntas Frequentes

Qual o principal objetivo da imagem cerebral inicial em um paciente com suspeita de AVC?

O principal objetivo é diferenciar rapidamente um AVC isquêmico de um AVC hemorrágico, pois essa distinção é crucial para determinar a elegibilidade para a terapia trombolítica com alteplase.

Por que a tomografia computadorizada de crânio sem contraste é preferida à ressonância magnética na fase aguda do AVC?

A TC de crânio sem contraste é preferida devido à sua rapidez, ampla disponibilidade e excelente capacidade de detectar hemorragia intracraniana aguda, que é a principal contraindicação à trombólise. A RM, embora mais sensível para isquemia precoce, é mais demorada e menos disponível.

Quais são as limitações da TC de crânio sem contraste no AVC isquêmico?

A TC de crânio sem contraste pode ter baixa sensibilidade para detectar isquemia nas primeiras horas após o início dos sintomas. Sinais precoces como perda da diferenciação córtico-subcortical ou hipodensidade podem ser sutis e facilmente perdidos.

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