PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2023
Mulher, 24 anos de idade, é atendida na Unidade de Pronto Atendimento 20 minutos após acidente na praia com um animal hidrozoário conhecido como caravela-portuguesa (Physalia physalis). Ao exame, apresenta extensas placas urticariformes lineares em região posterior do tórax. Diante do caso e considerando as orientações do Ministério da Saúde,Indique a substância mais adequada a ser usada sobre a área afetada, ainda no local do acidente:
Acidente por caravela-portuguesa → lavar com água do mar, NUNCA água doce ou urina.
Em acidentes com cnidários como a caravela-portuguesa, a lavagem com água do mar é crucial para remover tentáculos e inativar nematocistos remanescentes, prevenindo a descarga de mais toxinas. Água doce, urina ou álcool podem desencadear a descarga dos nematocistos, piorando a lesão.
Acidentes com animais marinhos, como a caravela-portuguesa (Physalia physalis), são comuns em regiões costeiras e exigem conhecimento específico para um manejo adequado. A caravela, um hidrozoário cnidário, possui nematocistos em seus tentáculos que liberam toxinas neurotóxicas, cardiotóxicas e citotóxicas ao contato, causando dor intensa e lesões cutâneas. O reconhecimento rápido e a intervenção correta são cruciais para minimizar a dor e prevenir complicações. A fisiopatologia da lesão envolve a descarga dos nematocistos, que são cápsulas contendo um filamento farpado e veneno. O contato com a pele desencadeia a injeção do veneno, resultando em reações locais como eritema, edema, dor em queimação e lesões urticariformes lineares. O diagnóstico é clínico, baseado na história de contato e nas características das lesões. É fundamental suspeitar de acidentes com cnidários em pacientes com lesões cutâneas agudas após exposição marinha. O tratamento inicial consiste em lavar a área afetada com água do mar para remover os tentáculos e inativar os nematocistos. A aplicação de compressas quentes (40-45°C) por 20 minutos ou gelo pode aliviar a dor. Analgésicos e anti-histamínicos podem ser utilizados para controle sintomático. Em casos de reações sistêmicas ou lesões extensas, o paciente deve ser encaminhado para avaliação médica. A prevenção inclui evitar o contato com esses animais e usar roupas de proteção em áreas de risco.
Dor intensa, ardência, eritema, edema e lesões lineares urticariformes são comuns. Em casos graves, pode haver sintomas sistêmicos como náuseas, vômitos e mal-estar.
Água doce e urina são hipotônicas e podem causar a descarga dos nematocistos remanescentes na pele, liberando mais veneno e intensificando a dor e a reação inflamatória.
A conduta inicial é lavar a área abundantemente com água do mar para remover os tentáculos e inativar os nematocistos. Em seguida, pode-se aplicar compressas quentes ou gelo para alívio da dor.
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