HVV - Hospital Vaz Monteiro - Lavras (MG) — Prova 2023
Mulher, 24 anos de idade, é atendida na Unidade de Pronto Atendimento 20 minutos após acidente na praia com um animal hidrozoário conhecido como caravela-portuguesa (Physalia physalis). Ao exame, apresenta extensas placas urticariformes lineares em região posterior do tórax. Diante do caso e considerando as orientações do Ministério da Saúde,Identifique complicações que mais comumente se associam ao acidente com o animal peçonhento envolvido no caso:
Caravela-portuguesa → Placas lineares + Risco de Anafilaxia e Arritmias (Monitorar!).
Acidentes com Physalia physalis podem causar manifestações sistêmicas graves, como arritmias e choque anafilático, além das lesões cutâneas dolorosas.
Os acidentes por caravelas-portuguesas (Physalia physalis) são comuns no litoral brasileiro. Diferente das águas-vivas comuns, as caravelas possuem tentáculos longos com alta concentração de nematocistos. A toxina é composta por polipeptídeos termolábeis com propriedades neurotóxicas e cardiotóxicas. Clinicamente, as lesões são lineares, eritematosas e extremamente dolorosas. Manifestações sistêmicas como náuseas, vômitos, cefaleia e mialgia são frequentes. No entanto, o risco de morte advém principalmente de reações de hipersensibilidade tipo I (anafilaxia) e distúrbios do ritmo cardíaco. O manejo envolve suporte ventilatório e hemodinâmico se necessário, além do controle rigoroso da dor e cuidados locais para evitar a progressão do envenenamento.
As complicações mais graves e comuns associadas ao veneno da Physalia physalis são a anafilaxia (reação alérgica grave) e arritmias cardíacas. O veneno contém toxinas que podem afetar o sistema cardiovascular e respiratório, exigindo monitorização em casos de múltiplas lesões.
Deve-se lavar a área abundantemente com água do mar (nunca água doce) para remover tentáculos. A aplicação de compressas de vinagre (ácido acético 5%) por 30 minutos é recomendada para inativar os nematocistos. A dor pode ser manejada com imersão em água morna ou compressas frias, dependendo do protocolo local.
A água doce possui uma osmolaridade diferente da água do mar, o que provoca a explosão (despolarização) dos nematocistos (células urticantes) que ainda estão aderidos à pele, liberando mais veneno e intensificando a dor e a toxicidade.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo