HFCF - Hospital Federal Cardoso Fontes (RJ) — Prova 2019
Em caso de acidente ocupacional perfuro cortante, com risco biológico com fonte conhecida e se não tiver feito teste para HIV anteriormente, o que se deve ser solicitado?
Acidente perfurocortante c/ risco HIV: Fonte → Teste Rápido; Acidentado → ELISA (linha de base).
Em acidentes perfurocortantes com risco de transmissão de HIV, a testagem rápida da fonte permite decisão ágil sobre a profilaxia pós-exposição (PEP). Para o acidentado, o ELISA é o teste inicial para estabelecer o status sorológico basal, sendo repetido em intervalos para monitorar soroconversão.
Acidentes perfurocortantes com risco biológico são uma preocupação constante em ambientes de saúde, especialmente em relação à transmissão de HIV, hepatites B e C. A rápida e correta avaliação da exposição e a implementação de medidas profiláticas são cruciais para a segurança do profissional. A incidência desses acidentes é alta, e a adesão aos protocolos de segurança e pós-exposição é fundamental para reduzir o risco de infecções ocupacionais. A avaliação inicial envolve a fonte e o acidentado. Para a fonte, o teste rápido para HIV é preferível, pois permite uma resposta em minutos, agilizando a decisão sobre a profilaxia pós-exposição (PEP). Se a fonte for desconhecida ou não testável, a decisão da PEP é baseada no risco da exposição. Para o acidentado, a coleta de sangue para ELISA anti-HIV serve como linha de base, permitindo identificar uma soroconversão futura. A profilaxia pós-exposição (PEP) com antirretrovirais deve ser iniciada o mais rápido possível, idealmente nas primeiras 2 horas e, no máximo, em até 72 horas após a exposição, e mantida por 28 dias. O acompanhamento sorológico do acidentado é realizado em 30, 90 e 180 dias após a exposição, com aconselhamento e suporte psicológico. A prevenção primária, através do uso de equipamentos de proteção individual e descarte seguro de materiais perfurocortantes, é a medida mais eficaz.
O teste rápido na fonte é crucial para uma decisão ágil sobre a necessidade de iniciar a profilaxia pós-exposição (PEP) para o acidentado, minimizando o tempo até o início da intervenção, que deve ocorrer o mais breve possível.
O teste ELISA no acidentado serve para estabelecer o status sorológico basal antes da exposição e para monitorar uma possível soroconversão em exames subsequentes, conforme o protocolo de acompanhamento em 30, 90 e 180 dias.
Após a testagem inicial, a conduta inclui a avaliação do risco de transmissão, o início da PEP se indicada (por 28 dias), e o acompanhamento sorológico do acidentado em intervalos definidos, além de aconselhamento e suporte.
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